novembro 2010


Hoje, 25 de novembro,  é o Dia Internacional de Combate à Violência Contra Mulheres. Todo mundo sabe o que acontece, não é preciso dizer nada. Este vídeo diz tudo:

DELEGACIAS DE POLÍCIA DE DEFESA DA MULHER EM SÃO PAULO

1ª DDM
Rua Bittencourt Rodrigues, 200 – Sé
(11) 3239-3328

2ª DDM
Av. Onze de Junho, 89, 2º andar – Vila Clementino
(11) 5084-2579

3ª DDM
Av. Corifeu de Azevedo Marques, 430, 2º andar – Jaguaré
(11) 3268-4664

4ª DDM
Av. Itaberaba, 731, 1º andar – Freguesia do Ó
(11) 3976-2908

5ª DDM
Rua Dr. Corinto Baldoíno Costa, 400 – Parque São Jorge
(11) 293-3816

6ª DDM
Rua Sargento Manoel Barbosa da Silva, 115 – Campo Grande
(11) 3246-1895

7ª DDM
Rua Dríades, 50, 2º andar – Vila Jacuí
(11) 6297-1362

8ª DDM
Av. Osvaldo Valle Cordeiro, 190 – Jardim Marília
(11) 6742-1701

9º DDM
Av. Menotti Laudisio, 286 – Pirituba
(11) 3974-8890

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Quando filhos aprontam ou se expõe à situações de risco é de se esperar que papais ou mamães corram em seu socorro. Faz parte do ato de cuidar da própria espécie.

O que não entendo é como os pais podem ser tão alheios ao caráter e aos comportamentos de seus filhos ao ponto de acreditar piamente que, no episódio que ocorreu na Avenida Paulista aqui em São Paulo, os pobre rapazes apenas reagiram à uma provocação. A mãe de um deles disse na televisão que os “meninos” estavam lá na delegacia “chorando”… O advogado de defesa declarou que os “garotos” apenas reagiram numa briga. Caso não fossem detidos estariam rindo…

Incompreensível também é que a autoridade encarregada de decidir sobre o que fazer com esses jovens resolva simplesmente os colocar de volta às ruas, alegando que eles não oferecem perigo à sociedade, apesar dos graves ferimentos da vítima. Se eles são inofensivos, quem será perigoso?

É legítimo pensar que se 5 jovens se juntam para espancar 1, o ato é violento, abusivo, covarde e selvagem. Ou será que esses adjetivos só se aplicam aos meninos pobres da periferia?

Quando alguém joga a vítima no chão e lhe aplica chutes na cabeça estará pensando apenas em desmanchar o penteado do pobre coitado? E a corrida brincalhona ao final enquanto fugiam dos seguranças que foram em socorro do jovem agredido, seria uma demonstração de arrependimento?

Nos dias que se seguiram os jornais noticiaram que um ou dois deles possuia histórico de expulsão de colégios por mal comportamento e mostraram que  frequentavam páginas no Orkut que incentivam a violência. O depoimento de uma das testemunhas diz que os espancadores agiram porque a vítima era “veado”, de acordo com o que ouviu dos adolescentes.

Olhando para todas essas coisas, gostaria de saber desses papais e mamães o que eles estavam pensando quando autorizaram meninos de 16 anos a ficarem nas ruas até a seis da manhã? Acharam que estavam criando adultos responsáveis? Acharam que deixando os filhos à vontade eles aprenderiam como se comportar frente às diferenças?

Os pais se esqueceram que dizer NÃO também é educar? Do que esses pais têm medo? Será que temem perder o amor dos filhos se forem um pouco mais rigorosos? Ou querem evitar serem vistos como “antigos”, “ultrapassados”, “por fora”, “careta” ou seja lá qual for o termo que se usa hoje ?

Chego à conclusão que além dos filhos, precisaremos rever conceitos e reeducar certos pais explicando à eles que permissividade e desinteresse  nunca foram sinal de amor.

Ou continuaremos a ver cenas como essa cada vez com mais frequência.

LEGGING

Estão pelas ruas já faz um tempo. Gordinhas, magricelas, altas, baixas, pernas retas, pernas tortas, pernas perfeitas, com bunda, sem bunda, comprimento longo, até o meio da canela, curto… Eu acho que legging não orna com nada, mas se você gosta e não estiver fingindo que é vocalista de banda glam rock anos 80, por favor fuja das metálicas ou com estampas de oncinha e não se iluda, aquela cor “nude” não é neutra coisa nenhuma, só é horrorosa.

MEIA PATA

Aquelas botas de cano alto, sandálias cheias de tirinhas, sapatos com modelos variados, tamancos, tudo com salto altíssimo e uma meia sola alta na frente orna com o que? Certamente não com vestidos curtos e justos ou shorts, além do que essa combinação pode passar uma impressão errada sobre a profissão que você exerce. Fico me perguntando porque os fashionistas criam esses sapatos torturantes desde a antiga China mas ainda não consegui uma resposta satisfatória. Continuarei pesquisando.

BATOM VERMELHO

Batom vermelho não orna com lábios finos.  Se você não for a Reese Witherspoon numa foto super produzida de anúncio da Avon (e boquinha aumentada no photoshop), evite.  Ao usar essa cor na boca fininha você sempre corre o risco de ficar um pouco parecida com o Coringa.


ALÇA DE SOUTIEN

Você pode ser uma cantora famosa, com uma voz linda, mas note que alça de soutien aparecendo pode novamente levantar suspeitas sobre sua profissão e não orna com moças elegantes. Alças de material plástico supostamente transparentes nem merecem comentário.

SILICONE

Exagerar no silicone e sair por aí com as próteses na janela não é bonito e não orna nem com Victória Beckham que é uma exibida de primeira.

 

DAVID BECKHAM

Já David pode vestir ou desvestir qualquer coisa que sempre orna não é?!


 

Desconheço totalmente o mercado financeiro, os grandes investidores e suas ações; sou uma humilde correntista que deposita o salário no banco e usa o cartão de crédito com cuidado.

A frase acima pode soar como desnecessária e sem interesse, mas o que vou contar a seguir, provará que não é bem assim.

Fui convidada para assistir um encontro promovido pelo Banco Itaú sobre Sustentabilidade e Mercado Financeiro, o que devido à confissão que fiz no 1º parágrafo poderia transformar esse convite em uma coisa sem sentido não é mesmo?

Mas ganhei um conhecimento extra que vou dividir com as(os) queridas(os) leitoras(es). Apesar de entender praticamente lhufas dos termos técnicos/econômicos/jurídicos usados pelos participantes da mesa e nem saber que existiam tantas leis tratando do assunto, descobri que as instituições financeiras  podem eventualmente ser consideradas co-responsáveis pelos projetos que financiam caso eles causem danos ambientais.

Essa questão legal junto com a pressão da sociedade por um novo comportamento responsável no que diz respeito às questões dos direitos humanos e da preservação do meio ambiente, somada à ética particular de cada uma, provavelmente deve levar as  instituições a terem um especial cuidado com onde colocam seu rico dinheirinho.

Numa “viajada” podemos imaginar assim: o Banco  recebe as moedinhas de Dona Lagartixa e de muitos outros depositantes, incluindo os tubarões, leões, tigres, etc. Então o grupo Atomic Explosion Corporation vai lá no banco e pede dinheiro emprestado para construir uma usina nuclear no meio da floresta, bem ao lado do rio.

O Banco  que não é bobo nem nada, pede educadamente que eles apresentem seus projetos, detalhando tudo o que vai ser feito para a construção da tal usina, quais os processos de controle, quais os riscos apresentados para a Natureza, como vai ser o funcionamento quando a usina estiver pronta, etc.. Depois uma área específica do Banco, composta por gente que entende do riscado, analisa as informações.

É a chamada “Gestão de Riscos” que vai analisar o “tripé-desastre” : pode acontecer/certamente acontecerá/talvez aconteça, e decidir se o dinheiro será emprestado ou não dependendo do impacto econômico, social e ambiental que a usina trará.

Pelo que ouvi no encontro, os governos criam e impõem regras; as empresas discutem hoje como podem influenciar de maneira positiva no comportamento do consumidor para que ele também se conscientize de suas responsabilidades com o meio ambiente; organizações não governamentais mantém o assunto em pauta; os investidores pode escolher aplicar seu dinheiro em instituições financeiras responsáveis e alinhadas com a preservação ambiental , etc.

Podem me chamar de Lagartixa Deslumbrada  mas fiquei feliz em descobrir que o Capital está preocupado com o Meio Ambiente, não porque seja “bonzinho”, mas sim porque hoje em dia não é mais possível fingir que isso é assunto de  conversa de hippies desocupados. O planeta agradece!

Hoje faço aniversário e antes que alguém se empolgue e venha com aquele negócio de “ah que legal!!!!!!”  informo que são muitos anos de vida… muitos mesmo, o que de vez em quando não é legal. Nunca curti muito essa história de aniversariar, nem quando criança, nem quando adolescente e nem depois de adulta.

Quando o clima era mais constante, todos os anos chovia nessa data querida e não era chuvinha amena, era daquelas chuvas de verão do tipo derruba-árvore e as crianças não podiam sair de casa para ir na minha festinha; o bolo simplezinho, os brigadeiros e o guaraná ficavam lá, tristes-tristes, me fazendo companhia e eu não sentia muitas felicidades.

Olho pras minhas ruguinhas e penso que não combinam com :

1-  Dean Winchester. É um sujeito lindo e fico semanalmente torcendo para que ele mate todos os vampiros e lobisomens que encontrar naquelas cidades americanas esquisitas, e de preferência que faça isso sem camisa.

2- O vampiro Eric Northman. Não quero que ninguém o mate, mesmo ele sendo mau e ordinário (e de preferência quero que ele fique sem camisa)

3- Nas mesmas cidades caipiras americanas de Eric reside o lobisomem Alcide. E quem em sã consciência vai querer sua morte ? (nem vou falar da camisa ou da falta dela)

4- Jax Teller. Esse pode se vestir como quiser, mas a moto é essencial. E a trilha roqueira da série também.

Perceberam que tenho um gosto adolescente para séries de TV e seus protagonistas? O mesmo se dá com relação aos filmes; gosto de coisas como a trilogia Senhor dos Anéis, Tubarão, qualquer coisa de Quentin Tarantino, Caçadores da Arca Perdida e suas sequências, Guerra nas Estrelas e suas sequências, Avatar, Harry Potter, e muitos outros como e sses cujos nomes esqueci numa descarada perda de memória o que também não combina com uma senhora com muitos anos de vida.

Amo toda parafernália tecnológica. Usei gravador de voz de fita; passei do VHS para o DVD e agora para  Blu-ray e 3-D e espero poder assistir, se ntada no sofá da minha sala, filmes com imagem holográfica . Conheci o disco 78 rotações, o long-play high-fidelity, o CD e hoje ouço tudo em digital.

Gravei muito arquivo em disquete de 5 1/4 com capacidade de armazenar 360KB ou 1,2 MB, dependendo se eram de simples ou dupla densidade, e fazer isso demorava pra caramba. S e o a rquivo fosse grande precisava usar vários disquetes que ia etiquetando (com etiqueta de papel) e numerando na sequência. Se um desses dinossaurinhos estragasse, não havia drive (que era uma fenda na frente da CPU) que os lesse; era desastre total. Agora é tudo em pen drive e tenho uns que parecem de brinquedo  mas armazenam um montão de Gigas.

No quesito estilo, detesto roupas tipo saco de batatas, disformes e supostamente indicadas para “gente velha”. Detesto aqueles sapatos largos e de saltinho baixo, com cara de ortopédico que deixam o pé como o da Minnie Mouse, lembram dela?

Detesto aquele corte de cabelo batidinho na nuca e que é um “must” entre as velhinhas mais simplezinhas aqui do bairro. Odeio solenemente o estilo “americana brega”, armado, “desfiado” e com toneladas de laquê, como o que Sylvia, mãe de Fran Fine usava no seriado The Nanny, alguém ainda se lembra?

Mas, mesmo com essas referências antigas pululando aqui no blog, devo dizer que tenho uma alma jovem e que neste corpinho com algumas décadas de uso  felizmente bate um coração adolescente e sonhador.





 

Causou certo frisson a notícia veiculada dias atrás dizendo que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi visto passeando de mãos dadas com Ellen Gracie ministra do Supremo Tribunal Federal.

Não vi nenhum alarde na mídia tradicional, mas nas conversas de botequim e nas midias sociais como o twitter e o facebook, a coisa virou assunto. Os comentários nem sempre foram favoráveis e li alguns deboches; parece que para muita gente o direito de relacionamentos, principalmente em se tratando de mulheres, acaba cedo.

Qual é o problema se houver mesmo um romance entre um homem e uma mulher, ambos saudáveis e absolutamente cientes de seus atos?  Porque pensar que pessoas mais velhas não podem se apaixonar?

A grande meleca é que neste país, como em outros por aí afora, o culto à juventude é uma doença incurável até o presente momento.

Envelhecer fisicamente parece uma praga bíblica a ser enfrentada com todos os exorcismos que a cirurgia plástica pode oferecer. Exige-se a aparência idealizada e divulgada no cinema, editorial de revista de moda, anúncios  e novela. Quem ganha com isso são as academias de ginástica, os fabricantes de cosméticos “anti idade”, as clínicas de cirurgias plásticas… Quem perde somos todos nós que iremos envelhecer um dia.

Parece que depois dos 50 anos as mulheres só podem ser avós; às vezes uma avó “bem apanhada”, mas sempre avó. Não pode mais se apaixonar, não pode amar nem ser amada,  é obrigada a aposentar a sexualidade e o desejo. Puro preconceito de gente desinformada.

Homens tem um prazo de validade um pouco maior graças à outra doença que nos assola: o machismo. Homens mais velhos podem desfilar com suas novas parceiras, desde que elas tenham menos de 40 é claro; de preferência que tenham menos de 30!

O ex presidente é uma pessoa inteligente, bem sucedida, culta, influente em seu campo de atuação e o mesmo se pode dizer da ministra. Fatalmente qualquer coisa que os envolva vai aparecer na mídia porque são conhecidos e portanto, notícia. Mas está cheio de Zés e Marias acima dos 50 anos se apaixonando por aí o que me faz voltar á pergunta inicial: e daí?

Fiquem espertos! O coração não se aposenta cedo não! Se não estiverem satisfeitos com essa verdade, vão cuidar da própria vida e parem de se preocupar com a vida alheia.