Momentos felizes


paraquedas-wideEscrever em um blog pequeno e quase desconhecido faz com que me lembre da “louca do saco” que andava pelas ruas da minha infância. A mulher completamente demente, abandonada por tudo e por todos, caminhava a esmo pelo bairro carregando um saco cheio de sabe-se lá o que e murmurava frases incompreensíveis.

Às vezes um ou outro adulto tentava interagir com ela, responder aos resmungos, concordar ou discordar, mas eram poucos. A criançada só ria ou fugia apavorada como cabe à qualquer criança.

No blog é mais ou menos assim: resmungo frases mais ou menos compreendidas, carrego um saco de ideias, e poucas pessoas se dão ao trabalho de ler ou mais raro ainda, de responder. Me deixam lá falando sozinha.

Sou a louca do saco. Não desperto polêmicas, não sou famosa, não trato de nenhum assunto extremamente relevante, mas posso falar do que quiser porque parece que não me levam a sério e quase ninguém se importa com o que tenho a dizer.

A única diferença entre eu e ela é que sei que falo quase que sozinha. Ainda assim acho que sempre vale a pena colocar para fora ideias e convicções.

No mínimo, saber que pouca gente se incomoda com o que você pensa é uma lição de humildade; no máximo, é libertador.

Querido Papai Noel

Não queria começar reclamando, mas esse ano foi complicado, principalmente nos últimos meses então trate de me atender. Fui uma boa moça e me comportei bem e por isso vou pedir os presentes e você vai trazer, tenho certeza.Segue a lista:

Miss1 – Quero presente de miss: paz mundial e aproveito para agradecer à minha família, sem a qual eu não estaria aqui, etc, etc (o senhor conhece o discurso, elas repetem igualzinho todo ano).

2 – Quero presente utópico: fim da corrupção e da impunidade neste país, ou seja, políticos honestos ou um monte de Joaquins Barbosas com suas caras de mau, convicção firme e destemor.

3 – Quero presente de malcriada: paz d’sprito,  que é o que respondo para todos que perguntam o que eu quero de Natal.

4 – Quero presente de véia: sossego. Tô de saco cheio  Estou cansada desse trânsito, calor, gente chata, corrente de oração na internet, povo que fala mal de política e dos políticos mas vai lá e vota de novo nos mesmos, violência, homofobia, machismo, e por aí vai. O senhor é velho sabe o que vai no coração das pessoas e pode descobrir o que nos desagrada.cinturinha

5- Quero presente de gordinha: uma cinturinha de vespa, barriga apenas levemente arredondada e lembre-se que odeio exercício físico, além de ter pés delicados que não toleram tênis e um ombro de merda complicado. Traga o kit saudável junto.

6 – Quero presente de condômino: fim das malditas reformas nos apartamentos vizinhos. Ninguém nunca está satisfeito, derruba tudo só prá fazer de novo e vou ficando cada vez mais louca com o barulho! Se esse povo quer morar em loft tá fazendo o que aqui?

7 – Quero presente de sorte: ganhar na Mega-Sena. Muitas vezes certo? Tenho que fazer um  monte de coisas e ajudar um monte de gente com o dinheiro, então não economize querido velhinho e não me deixe esquecer ninguém prá não ser amaldiçoada pelos ingratos que não respeitam a idade das pessoas e não entendem que elas esquecem e não é por maldade, e…

Bigbang8 – Quero presente de profecia maia: se o mundo acabar mesmo no dia 21 de dezembro, faça o favor de providenciar um melhor na próxima vez. Sem poluição, sem violência, sem terremoto, sem tsunami, sem novela das 8, sem doenças, sem desgraceira e não tô nem aí se esse negócio for um tédio. Os incomodados que se mudem; o universo é grande e tem espaço pra todo mundo. Pode trazer junto um kit de bom-humor?Miss Daisy

9 – Quero presente de madame: um carro com ar condicionado e motorista que dirija bem, não seja estressado e conheça todos os caminhos para fugir dos congestionamentos, das passeatas na Paulista e das enchentes e, se isso acontecer tudo ao mesmo tempo, que ele tenha um comportamento elegante e não fique resmungando, mas que tenha uma conversa inteligente que me impeça de resmungar e parecer deselegante.

10 – QuerSharono muitos presentes de mulherzinha: unhas que não quebrem; cabelos que cresçam fortes, saudáveis e não fiquem caindo feito besta ; uma pele eternamente sedosa e lisa que nunca jamais tenha jeito de maracujá esquecido na gaveta (e que dispense o uso de cremes caríssimos ou, caso eu precise usa-los de vez em quando, não me deixem com a cara da Cristiane Torloni na propaganda da Olay); peitos que não despenquem com a maldita gravidade; mãos que passem longe do aspecto das mãos da Madonna que eu adoro, mas que tá envelhecendo mal e sem noção; cérebro jovem, “ativo, operante e na escuta”, pra usar um jargão que acho ótimo; olhos que funcionem e não me obriguem a usar óculos, que são um acessório charmoso só quando você não precisa deles; dentes brancos, fortes e brilhantes e que não sejam provenientes de uma prótese bem feita;resumindo aparencia e Q.I.  da Sharon Stone, que o senhor bem sabe é de 154!

Então veja bem querido velhinho de roupas ridículas e fora de moda, além de inadequadas para nosso clima, meus pedidos continuam modestos e de acordo com as necessidades mais básicas de uma mulher comum. Não há desculpas para não me atender.

Beijos e amor da Lagartixa.

Não sei se já comentei que a cozinha não é meu espaço preferido. O talento e a paciência para a culinária ficaram com minha filha. Sou feliz com isso.

Mas como não dá pra viver de brisa nem comer todo dia em restaurante, estou sempre procurando coisas fáceis de preparar, rápidas e sem muita firula. Acabo encontrando produtos que realmente ajudam quem como essa que vos fala, não é Top Gun no fogão.

Vou mostrar alguns itens que estão na minha cozinha:

   Frutas congeladas Qualitá: batidas no liquidificador com leite, sorvete ou água com gelo, dão ótimos milkshakes e sucos naturais. Podem ser servidas também descongeladas (descongelam em 30 minutos aproximadamente) e cobertas com creme de leite, chantily ou sem nada. Não custam caro e duram uma eternidade no congelador sem ocupar muito espaço. O único trabalho é lavar o liquidificador…

Massa para Lasanha Adriá: Essa massa para lazanha tem uma característica: não precisa ser cozida evitando aquele momento constrangedor de segurar a tira de massa cozida com o maior cuidado, equilibrando para não derrubar na pia. Para preparar é só fazer um molho de tomate mais ralo e ir intercalando massa, molho e recheio. Depois levar ao forno convencional por 40 minutos ou, se estiver com pressa, 18 minutos no micro ondas.  Eu que sou uma exagerada no molho sempre coloco uma forma com água na parte de baixo do forno porque o molho na hora do cozimento pode trannsbordar e limpar o forno não é exatamente uma tarefa adorável.

  Massas Artesanais Quartiere della Pasta: Tenho no congelador  Nhoque de Batatas e Fiore de Mussarela de Búfala (que são lindinhas!).  A vantagem dessas massas é que não precisam ser cozidas. Basta descongelar, cobrir com o molho de sua preferência e levar ao forno. Essas massas são feitas pela cozinha do próprio Restaurante Quartiere della Pasta, que fica na Rua Cubatão.

  Tomates pelados: Outra coisa que não curto é ficar indo semanalmente ao supermercado, quitanda, feira e afins. Para fazer molho de tomates uso esses tomates pelados em lata. Já estão meio cozidos então dou uma amassada, refogo cebola, jogo os peladinhos na panela, acrescento água, sal e uma pitadinha de açúcar para que meu delicado estômago de lagartixa não entre em pânico. Rapidinho o molho ao sugo está pronto para ser usados com as massas acima. Quando a Palmirinha baixa em mim, frito pedacinhos de bacon ou linguiça e depois despejo os tomates e se quero mais light, faço  carme moída refogada para usar no molho e chamar de bolonhesa!

  Vegetais congelados: E por último, mas não menos importante, como se diz em qualquer palestra motivacional, tenho no congelador ervilhas e fundos de alcachofra Bonduelle, batatas  McCain que podem ser preparadas no forno e ficam igual às fritas só que com menos calorias e soja verde da marca Veggie. Essa soja é um capítulo á parte: são super rápidas de preparar e tem um sabor ótimo. Eu faço temperada apenas com um pouquinho de sal na água, mas podem ser refogadas ou  servidas como salada.

Lagartixa na cozinha é assim: rápida, prática e quase nem suja louça.

Conheço alguns rapazes cujo mau humor é tão notório que só consigo vê-los representados pelo Grinch..

São do tipo que resmunga, não vêem graça em nada, acordam, passam o dia e vão dormir achando tudo uma porcaria. Pôem defeito em tudo e nada nem ninguém é digno de atenção.

Apesar disso são pessoas adoráveis…

Incongruente? Nem tanto se você observar que por baixo daquela casca grossa bate um coraçãozinho super meigo, que defende seu time de futebol predileto com unhas e dentes; faz amizades duradouras e sinceras; adota e cuida de gatinhos mesmo “odiando” bichinhos de estimação; e, milagre dos milagres, se apaixona perdidamente.

No modo apaixonado  o Grinch se torna imediatamente Meu Malvado Favorito e flutua em nuvens cor de rosa, ops…exagerei? Tudo o que ele precisa para ser feliz é encontrar o amor, igualzinho ao resto da humanidade.

E mais uma grande vantagem: seguro e másculo como é, o Grinch e/ou Malvado não se acanha de declarar ao mundo seu amor, o que deve fazer com que o objeto de sua paixão se sinta uma deusa, não é?

Aconselho às moças desimpedidas que encontrem um Grinch para chamar de seu, e para as que já tem um meu conselho é: trancafiem esse ogro no fundo de seus corações e o tratem como um tesouro!  Afinal, Grinch não dá em árvore.

P.S. Agradeço aos meus amigos Grinch pela inspiração para o post. Amo vocês!


Os Sete pecados Capitais por Jerome Bosch

E aí vem a Semana Santa, depois a Páscoa e as preocupações com a salvação da minha alma aumentando porque pra mim a semana não tem nada de santa sabem?

Cometo vários pecados, começando pela Gula: imagino como vou preparar o bacalhau que me aguarda lá no freezer há meses.  Farei ao forno com batatas douradas como pepitas ou uma salada fria com tomates cor de rubi, folhas de couve rasgada na cor esmeralda, ovos perolados e fio de azeite brilhante como ouro derretido? Sempre penso no bacalhau assim: precioso, colorido,  super caro, um verdadeiro tesouro a ser aberto apenas uma vez por ano e junto o pecado da Avareza na minha listinha.

Em seguida vem o ovo de Páscoa, maldita invenção de quem não tinha mais nada a fazer além de criar esse objeto de desejo insano, cheio de gordura e açúcar. Mas como resistir aos pedacinhos macios de chocolate derretendo devagar na boca, cobrindo a língua de sabores e fazendo o céu da boca estalar de prazer? Deus do céu, acho que esse é por definição um prazer carnal e acrescenta Luxúria à minha lista!

Claro que a chave de ouro é a Preguiça. Depois de comer essas coisas deliciosas e engordantes deveria correr para a Academia mais próxima, mas quem diz que faço? Ficarei largadona no sofá, feliz da vida, lendo um livro de Elmore Leonard, zapeando a TV… e tirando um cochilo.

Acho que depois disso tudo só ajoelhando no milho e prometendo que ano que vem será diferente.

Ops! Mentira é pecado?

Quem acompanha o blog já deve ter percebido que sou completamente seriemaníaca. Sempre que alguém comenta sobre uma nova série saio correndo para assistir pelo menos um episódio e ver se vale a pena. Daí que minha filha falou de Spartacus, Blood & Sand e claro que me joguei na pesquisa.

Na década de 60,  Kirk Douglas mostrando os joelhos e o tórax, estrelou o filme Spartacus. Era uma coisa considerada super máscula aquele homem todo fortão pilotando uma biga de saiote de couro e sandália, num super estilo Gladiator, ou então usando um tipo de cuecão esquisito para lutar na arena. Figurinista de Hollywood usa e abusa da licença poética na hora de vestir os personagens, mas isso é assunto extenso e para um outro post…

O Spartacus  Blood & Sand, é um pouco diferente. Quer dizer,  os atores continuam bonitões e musculosos, ainda tem uma arena, eles ainda são gladiadores, a cuéca continua  estranha só que muito menor, em vez de sandálias estão de botas, tem muita traição, muita intriga romana e muita falta de coração por parte daquela platéia de gente esquisita, meio suja  e sedenta de sangue, mas o resto, quanta diferença…

Quem pensaria nos ingênuos anos 60 que aquele guerreiro trácio teria tanta inteligência, sentimentos, charme e bunda bonita para nos deleitar? Quem poderia imaginar que veríamos nus frontais no horário nobre da TV, além de sexo adoidado entre gladiadores e escravas; romanos e suas esposas e escravas; gladiadores com gladiadores; escravas com escravas; romanas de fino trato com gladiadores rudes e brutais?

As cenas do senhor romano fazendo sexo com a escrava enquanto conversa plácidamente com a esposa até poderia estar naqueles episódios pornôs que passam na madrugada,  mas não se enganem. A conversa deles gira em torno da ambição mais desmedida e a arena é o umbigo da cidade onde poder, amor, sexo, dinheiro, fofoca e vingança animam a festa.  A tal areia do título é a que recobre o chão onde se travam as batalhas, e depois de ver alguns episódios posso afirmar que tem muito mais Blood do que Sand.

Lucy Lawless, a Xena, faz o papel da esposa de Batiatus, que vem a ser o dono da arena e dos gladiadores. Continua bonitona e mandona porque certas coisas nunca mudam…

A estética é a mesma dos filmes 300 de Esparta e  Spirit (ambos calcados nas histórias em quadrinhos) : a imagem repentinamente vira ilustração; o sangue que espirra é sempre muito vermelho e descreve elaborados padrões na tela; os movimentos das lutas são coreografados e a ação intercala tempo real e slow-motion e por isso vemos em detalhes dentes voando, bochechas balançando, crânios sendo abertos, cortes de diversas profundidades e extensão e muito suor escorrendo pelos corpos malhados .

Nas cenas de luta e mortes variadas usei o controle remoto para acelerar as imagens porque não curto violências e isso é o que não falta na série.

Infelizmente o ator Andy Whitfield, que interpreta Spartacus, teve que abandonar o elenco antes do início das filmagens da segunda temporada para tratar de um câncer (diagnosticado em 2.010) que havia dado mostras de ter sido curado mas voltou e o obrigou a deixar definitivamente a série para tratar da saúde.
Enquanto não encontram um substituto os produtores lançaram lá nos EUA,  Spartacus: Gods of the Arena, que mostra como eram as coisas antes do Spartacus. Essa ainda não vi e não sei se verei.
Pra falar a verdade, estava assistindo mesmo por causa do Andy e seus lindíssimos olhos azuis.

Timothy Oliphant

Não sei por qual caminho tomei conhecimento da série Justified  (exibida no canal FX nos Estados Unidos e Space/TVA aqui no Brasil ), mas sejam quais forem os ventos que me levaram à ela, valeu a pena!  Justified é o que antigamente era denominado de história de faroeste, e meu pai chamava de “bang-bang”. O herói Raylan Givens parece saído diretamente das páginas dos gibis (também conhecidos como quadrinhos, e mais recentemente como H.Q.) que meu primo escondia ciumento no fundo do armário só para que eu não pegasse. Aquilo não era “leitura para meninas”, mas o índice de fracasso desses rótulos quando aplicados à mim  sempre foi de 100%. Li todos e adorei!!!

Na primeira cena do episódio piloto, aquele sujeito meio largado na cadeira, voz mansa, sorriso e olhar sonolentos, usando terno claro e folgado e um chapéu de cowboy totalmente fora de contexto, dá o tom para as histórias: ele é um herói old fashioned; ele só atira para matar; ele dá chance para que o oponente se defenda; ele é justo; o que ele faz é “justificado”. Por isso, ali à beira de uma piscina em Miami e na frente de todo mundo, ele atira no coração do bandido que está sentado à sua frente apenas quando o feio e atrevido saca sua própria arma e tenta matá-lo.

Timothy Olyphant é perfeito para o papel de Raylan; alto e magro,  sem ser excepcionalmente bonito, ele dá vida ao personagem com uma postura relaxada, andar leve, olhar que parece meio desfocado mas que não perde nenhum detalhe, sorriso discreto e charmoso; voz macia e conversa esperta que usadas com eficiência levam quase todos os facínoras, quase todas as mocinhas e quase todos os amigos a fazerem exatamente o que ele quer.

E é claro que ele é o Gatilho Mais Rápido do Oeste, apesar do Kentucky, que é onde se desenrola a história, ficar no Sudeste dos EUA, mas isso é mero detalhe. Ele é o xerife, ele é o mocinho, ele tem um pai bandido, ele se envolve com a mulher que matou o marido à tiros de escopeta na cozinha, ele é aquele que todos querem ter como amigo e que é odiado ferozmente por seus inimigos que usam dos meios mais traiçoeiros para deixá-lo fora de combate.

Walton Goggins

Gostei muito de ver Walton Goggins (o Shane em The Shield) dando vida ao personagem Boyd, o líder de uma gang de neonazistas. De caráter dúbio, meio triste, meio cínico, meio santo, meio demonio ele parece ser um “renascido” ao sair da prisão, mas pode ser que não seja bem isso. E essa também é uma das características da série: os personagens tem profundidade, têm história; são tomados pelas dúvidas, saem da linha e com frequência se equilibram na zona cinzenta entre o bem e o mal, o certo e o errado. Isso tudo não poderia ser diferente já que são inspirados em contos de Elmore Leonard que é também produtor da série que está na segunda temporada.

Justified é uma série de “mocinho e bandido” como há muito tempo não se via.

Desconheço totalmente o mercado financeiro, os grandes investidores e suas ações; sou uma humilde correntista que deposita o salário no banco e usa o cartão de crédito com cuidado.

A frase acima pode soar como desnecessária e sem interesse, mas o que vou contar a seguir, provará que não é bem assim.

Fui convidada para assistir um encontro promovido pelo Banco Itaú sobre Sustentabilidade e Mercado Financeiro, o que devido à confissão que fiz no 1º parágrafo poderia transformar esse convite em uma coisa sem sentido não é mesmo?

Mas ganhei um conhecimento extra que vou dividir com as(os) queridas(os) leitoras(es). Apesar de entender praticamente lhufas dos termos técnicos/econômicos/jurídicos usados pelos participantes da mesa e nem saber que existiam tantas leis tratando do assunto, descobri que as instituições financeiras  podem eventualmente ser consideradas co-responsáveis pelos projetos que financiam caso eles causem danos ambientais.

Essa questão legal junto com a pressão da sociedade por um novo comportamento responsável no que diz respeito às questões dos direitos humanos e da preservação do meio ambiente, somada à ética particular de cada uma, provavelmente deve levar as  instituições a terem um especial cuidado com onde colocam seu rico dinheirinho.

Numa “viajada” podemos imaginar assim: o Banco  recebe as moedinhas de Dona Lagartixa e de muitos outros depositantes, incluindo os tubarões, leões, tigres, etc. Então o grupo Atomic Explosion Corporation vai lá no banco e pede dinheiro emprestado para construir uma usina nuclear no meio da floresta, bem ao lado do rio.

O Banco  que não é bobo nem nada, pede educadamente que eles apresentem seus projetos, detalhando tudo o que vai ser feito para a construção da tal usina, quais os processos de controle, quais os riscos apresentados para a Natureza, como vai ser o funcionamento quando a usina estiver pronta, etc.. Depois uma área específica do Banco, composta por gente que entende do riscado, analisa as informações.

É a chamada “Gestão de Riscos” que vai analisar o “tripé-desastre” : pode acontecer/certamente acontecerá/talvez aconteça, e decidir se o dinheiro será emprestado ou não dependendo do impacto econômico, social e ambiental que a usina trará.

Pelo que ouvi no encontro, os governos criam e impõem regras; as empresas discutem hoje como podem influenciar de maneira positiva no comportamento do consumidor para que ele também se conscientize de suas responsabilidades com o meio ambiente; organizações não governamentais mantém o assunto em pauta; os investidores pode escolher aplicar seu dinheiro em instituições financeiras responsáveis e alinhadas com a preservação ambiental , etc.

Podem me chamar de Lagartixa Deslumbrada  mas fiquei feliz em descobrir que o Capital está preocupado com o Meio Ambiente, não porque seja “bonzinho”, mas sim porque hoje em dia não é mais possível fingir que isso é assunto de  conversa de hippies desocupados. O planeta agradece!

Hoje faço aniversário e antes que alguém se empolgue e venha com aquele negócio de “ah que legal!!!!!!”  informo que são muitos anos de vida… muitos mesmo, o que de vez em quando não é legal. Nunca curti muito essa história de aniversariar, nem quando criança, nem quando adolescente e nem depois de adulta.

Quando o clima era mais constante, todos os anos chovia nessa data querida e não era chuvinha amena, era daquelas chuvas de verão do tipo derruba-árvore e as crianças não podiam sair de casa para ir na minha festinha; o bolo simplezinho, os brigadeiros e o guaraná ficavam lá, tristes-tristes, me fazendo companhia e eu não sentia muitas felicidades.

Olho pras minhas ruguinhas e penso que não combinam com :

1-  Dean Winchester. É um sujeito lindo e fico semanalmente torcendo para que ele mate todos os vampiros e lobisomens que encontrar naquelas cidades americanas esquisitas, e de preferência que faça isso sem camisa.

2- O vampiro Eric Northman. Não quero que ninguém o mate, mesmo ele sendo mau e ordinário (e de preferência quero que ele fique sem camisa)

3- Nas mesmas cidades caipiras americanas de Eric reside o lobisomem Alcide. E quem em sã consciência vai querer sua morte ? (nem vou falar da camisa ou da falta dela)

4- Jax Teller. Esse pode se vestir como quiser, mas a moto é essencial. E a trilha roqueira da série também.

Perceberam que tenho um gosto adolescente para séries de TV e seus protagonistas? O mesmo se dá com relação aos filmes; gosto de coisas como a trilogia Senhor dos Anéis, Tubarão, qualquer coisa de Quentin Tarantino, Caçadores da Arca Perdida e suas sequências, Guerra nas Estrelas e suas sequências, Avatar, Harry Potter, e muitos outros como e sses cujos nomes esqueci numa descarada perda de memória o que também não combina com uma senhora com muitos anos de vida.

Amo toda parafernália tecnológica. Usei gravador de voz de fita; passei do VHS para o DVD e agora para  Blu-ray e 3-D e espero poder assistir, se ntada no sofá da minha sala, filmes com imagem holográfica . Conheci o disco 78 rotações, o long-play high-fidelity, o CD e hoje ouço tudo em digital.

Gravei muito arquivo em disquete de 5 1/4 com capacidade de armazenar 360KB ou 1,2 MB, dependendo se eram de simples ou dupla densidade, e fazer isso demorava pra caramba. S e o a rquivo fosse grande precisava usar vários disquetes que ia etiquetando (com etiqueta de papel) e numerando na sequência. Se um desses dinossaurinhos estragasse, não havia drive (que era uma fenda na frente da CPU) que os lesse; era desastre total. Agora é tudo em pen drive e tenho uns que parecem de brinquedo  mas armazenam um montão de Gigas.

No quesito estilo, detesto roupas tipo saco de batatas, disformes e supostamente indicadas para “gente velha”. Detesto aqueles sapatos largos e de saltinho baixo, com cara de ortopédico que deixam o pé como o da Minnie Mouse, lembram dela?

Detesto aquele corte de cabelo batidinho na nuca e que é um “must” entre as velhinhas mais simplezinhas aqui do bairro. Odeio solenemente o estilo “americana brega”, armado, “desfiado” e com toneladas de laquê, como o que Sylvia, mãe de Fran Fine usava no seriado The Nanny, alguém ainda se lembra?

Mas, mesmo com essas referências antigas pululando aqui no blog, devo dizer que tenho uma alma jovem e que neste corpinho com algumas décadas de uso  felizmente bate um coração adolescente e sonhador.





 

Vou direto ao assunto: tenho uma dificuldade gigantesca em memorizar nomes de pessoas, de ruas, de filmes e coisas do gênero. Posso explicar direitinho quem a pessoa é, onde ela trabalha, a cara que ela tem, roupas que usa, mas o nome nem pensar.

Quando quero lembrar o nome de algum ator ou atriz sou capaz de lembrar os filmes, os enredos, os personagens. Então fica uma coisa assim: aquele ator, bandido- médico-surfista-fantasma, que já morreu… Se minha filha estiver por perto, ela dirá: o Patrick  Swayze, né mãe?

Antes que alguém me chame de esclerosada, saibam que esse é um problema que acompanha minha família pelo lado paterno há gerações. Minha avó, tias, tios e meu próprio pai, sempre misturaram os nomes da criançada da família. Para a molecada era normal atender pelo nome de outro quando a vó chamava; é uma coisa genética.

Com essa memória de jaca escolhi a profissão de secretária, quando carregar uma agenda de papel era coisa chique e aproveitando a moda sempre anotava tudo; depois marcava com canetinhas coloridas porque não podia esquecer nada.

Minha formação acadêmica é, vejam que adequado, História. A sorte foi que quando comecei a cursar a faculdade o que valia era entender o “contexto”, a “tessitura”,  “o comportamento social”, o “embricamento”, e não decorar datas e nomes.  Entender as fofocas e os babados históricos “dentro de um contexto social”  permitiu que eu me saisse razoavelmente bem.

Hoje tudo mudou. Agenda agora é o netbook, o celular, o smartfone, o ipod. As redes sociais inundam minha timeline com arrobas que preciso reconhecer. O Facebook oferece fazendas, cafés, cidades de fronteira e outros jogos on line.

Imaginem quantas vezes não enviei uma vaca de presente para aquela senhora americana que é vegetariana convicta e tem um café, não uma fazenda.

Não faço idéia de como superar esse problema, nem de como marcar com canetinha colorida minhas anotações no smartfone. No netbook já consigo…

Tentei o método divulgado por um político que segundo as más línguas roubava mas fazia, não tinha dinheiro no exterior, é casado com uma senhora que usa um litro de laquê nos cabelos e elegeu um prefeito em São Paulo. Esse método ensina a relacionar as pessoas à alguma coisa para depois lembrar o nome delas. Como podem perceber, lembro do político, das fofocas e do método, mas esqueci o nome do sujeito.

Estou contando isso tudo só para me desculpar antecipadamente com você, amigo ou amiga de rede social, cursos em geral, antigos empregos, vizinhos, namorados, etc.. Nunca pensem que o fato de não lembrar de seus nomes seja pouco caso ou esclerose. Lembre-se que é genético!

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