maio 2009


FoxMeu cachorro, essa belezinha aí da foto, “pegou” carrapatos   o que poderia não ser nada demais caso morassemos em sitio, fazenda ou matinho. Não é o caso.

Meu bairro é urbano e todo asfaltado, de classe média – alta em algumas ruas, altíssima em alguns prédios, beirando a realeza em outros e, média simples,  no meu caso.

Muitos moradores têm  propriedades rurais, com direito à poneis, cavalos, bois, vacas e outros animais, incluindo carrapatos e, como os cães acompanham seus donos nos bucólicos finais de semana , acabam voltado infestados de parasitas. Durante a semana, graças ao descaso e  má educação desses donos, lá estão os garbosos pets circulando pelas ruas do bairro e deixando na calçada, além de fezes e urina, os malditos carrapatos.

Descubro que carrapato é coisa para cachorro de rico mesmo; o tratamento é  caro e demorado. Além de cuidar do cachorro preciso “tratar” também do ambiente passando na casa inteira um produto que tem aviso de “cuidado veneno” na caixinha, o que me deixa um pouco apreensiva. Como carrapato cai no chão e sai andando procurando esconderijos, comecei a olhar para o sofá da sala com muita desconfiança e encaro o tapete como um inimigo a ser destruído.

Meu cachorro nem sai à rua, justamente porque sei que o bairro, alem dos cocôs, tem as calçadas povoadas também de parasitas. Fui informada pelo veterinário que carrapato pode descer escadas, subir em paredes e entrar por baixo das portas procurando um hospedeiro.  Pode também viajar no vento! Deosdocéo!!! Parece filme B.

Agora a solução é  gastar rios de dinheiros com o combate aos Invasores de Corpos Residente Evil na minha casa e no meu cachorro, além é claro de amaldiçoar todos os dias essa gente folgada que tem bicho e não cuida.

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VitrineBrasileiro tem inclinação para estrangeirismos.

Como resultado dessa mania nacional as crianças ganham nomes como  Uélinton, Uoxiton, Suéle, Maicon, Jáquison, Kérri,  Quimberli, Leidy, Roberteson, Cléverson.

A preferência pela terminação “son” pode ser confirmada nas escalações dos times de futebol: Éverton, Dinelson, Denilson, Keirrison, Taison, Wallison, Ibson, Kleberson e, não podemos esquecer a excessão que confirma a regra: Uendel Pereira no Avaí.

Além de nomes, há também lançamentos imobiliários, quase todos de Gardens ou Maisons qualquer coisa, só para ficar nos exemplos mais comuns.

Vender ou liquidar tornou-se deselegante; as lojas só “sale” ou “off”; ninguém apaga,  hoje todo mundo “deleta” e restaurante não faz mais entregas, só “delivery”.

Lembrei dessas bobagens todas ao ler a notícia de que a Câmara Municipal do Rio de Janeiro aprovou uma lei que obriga as peças de publicidade a mostrar nos anúncios, com letras do mesmo tamanho, a tradução da palavra estrangeira. Achei a idéia interessante.

Quem sabe isso não evita que eu leve sustos  como o proporcionado por um comercial de fogão onde a dicção dos atores me fez crer que o nome do produto era “cúquintópe” , muito mais apropriado para laxante do que para fogão. Era só legendar!!!

Akita Depois de postar aqui  sobre a lei de proteção aos animais, recebi um e-mail com outra denúncia gravíssima sobre maus tratos, dessa vez envolvendo o Centro de Controle de Zoonose de São Paulo – CCZ.

Após denúncias de associações de proteção aos animais, a Rede Record de São Paulo fez uma série de reportagens apresentando a situação dos cães que são recolhBrackidos diariamente nas ruas de nossa cidade, com imagens arrepiantes de cães confinados em espaços pequenos, sujos, úmidos e escuros e sem nenhuma espécie de cuidado.  Por isso, antes de assistir ao vídeo, prepare seu coração!

Depois tente responder: Se não estão sendo adotados, para onde estão indo os animais capturados diariamente?

Existe a lei nº 12.916, de 16/04/2008 que obriga o poder público a cuidar dos animais recolhidos, vejam só:

Irmãos“Artigo 2º – Fica vedada a eliminação da vida de cães e de gatos pelos órgãos de controle de zoonoses, canis públicos e estabelecimentos oficiais congêneres, exceção feita à eutanásia, permitida nos casos de males, doenças graves ou enfermidades infecto-contagiosas  incuráveis que coloquem em risco a saúde de pessoas ou de outros animais.

§ 1º – A eutanásia será justificada por laudo do responsável técnico pelos órgãos e estabelecimentos referidos no caput deste artigo, precedidoCalvin, quando for o caso, de exame laboratorial, facultado o acesso aos documentos por entidades de proteção dos animais.

§ 2º – Ressalvada a hipótese de doença infecto-contagiosa incurável, que ofereça risco à saúde pública, o animal que se encontre na situação prevista no “caput” poderá ser disponibilizado para resgate por entidade de proteção dos animais, mediante assinatura de termo de integral responsabilidade.”

MelinaRepararam no Artigo 2º ?  Pois é mais ou menos nele que o Sr. Marco Antonio Vigilato, reponsável pelo Centro de Controle de Zoonose de São Paulo se ampara.

Na entrevista,  que esse servidor municipal se dignou a conceder somente após a repercussão das denúncias, ele se justifica dizendo que manda matar animais “doentes”; “agressivos”; que não podem mais “participar do convívio social”; animais “mordedores” e “bravios”; informa candidamente que os animais estão ali confinados para observação.Oxer

Lamentávelmente as imagens e depoimentos desmentem o sr. Vigilato e até mesmo o repórter da Rede Record perde a paciência ao final da entrevista.Por isso antes de assistir ao vídeo, prepare seu estômago!

Depois me respondam: qual animal não terá desvio de comportamento após ser submetido à confinamento, agressão, fome, etc?

NegonaComo não tenho esperança de que o sr. Vigilato mude suas atitudes, deixo a sugestão de que os interessados em proteger os animais e os participantes de ONGS de São Paulo visitem o CCZ. Constatado os maus tratos registrem um Boletim de Ocorrência  na delegacia mais próxima. Quem sabe assim nosso prefeito dê atenção ao caso e  esse servidor público seja exonerado?

Para quem não tem paciência ou tempo para fazer a Caramelovisita e o B.O. aqui vai o link de uma petição pela exoneração do sr. Marco Antonio Vigilato: http://migre.me/19OC 

P.S: As fotos que ilustram esse post foram tiradas de sites de adoção:

http://www.queroumbicho.com.br/http://tobybaez.fotoblog.uol.com.br/

 http://adotacao.blogspot.com/

 http://sao-paulo.vivastreet.com.br/adocao-animais+sao-paulo-capital

 http://br.geocities.com/adoteumamiguinho/caes_para_adotar.html (desatualizada + é so ligar pra eles que eles dão as informações com um delicioso sotaque lusitano)lacinho

Golpe

   San

 

Ana Bebê 01Dia das Mães chegou.

Aqui em casa a rotina que antecede essa comemoração é sempre a mesma, com pequenas variações:

– Mãe, o que você quer ganhar de presente no Dia das Mães?

– Hummm. Qualquer coisa! A paz mundial quem sabe? Ou pensando melhor, quero uma cozinheira!! Não aguento mais comer ali no kilo  e  ir pro fogão todo dia nem pensar.

– Tô falando sério mãe! O que você quer?

– Ah…sei lá! Gostaria de ganhar um carro último tipo com motorista; uma casa em condominio fechado e seguro, com acesso ótimo para a internet, com quintal grande, árvores no quintal, cachorro, periquito, papagaio…; ou um netbook daqueles pequenininhos e todo enfeitadinhos, mas que são poderosos…; ou um blueberri…; ou …

– Mãe, blueberri não existe.  É BlackBerry!!

– Ah tá bom, errei na cor! Mas olhe filha, sei que seu salário atual não pode comprar nada disso, então quero uma tiara.

– Tiara mãe?! Como assim?

– Aquelas tiaras com uma florzinha do lado, sabe?

– Sei…

Ainda não descobri qual será meu presente, mas na verdade eu, como a maioria das mães, fico contente com qualquer coisa. Só não vale eletrodoméstico que é um horror e nos deixa com a sensação de que filho quer ver a gente no lesco-lesco da faxina forever.

De resto aceitamos de tudo: roupa, livro, acessório, flores, viagem, carro, casa, cozinheira, cachorro, jóia, TV de plasma, cadernos bonitinhos, bijux, celular e bugigangas de toda espécie. Mas o principal presente é o beijo e abraço que vem junto. Tem coisa melhor?

Fox PaulistinhaNa minha infância tivemos um cachorro super vira-lata, mas com aparência idêntica ao  Fox Paulistinha. Seu nome era Dog e tinha um talento muito especial: sabia se equilibrar em superfícies estreitas. Nossa casa, como todas as outras do bairro, tinha muros separando os quintais e meus irmãos e eu gostávamos de exibir nosso cão equilibrista para os amigos. Dog andava em cima dos muros feito cachorro de circo todo orgulhoso daquela habilidade aprendida sabe-se lá como.

Tivemos também uma cachorra de nome Beleza, escolhido por minha mãe devido á evidente boniteza daquela vira-lata ruiva. Essa sabia ficar na calçada esperando os carros passarem para depois atravessar e ir até o açougue em frente buscar seu osso semanal. Sabia também me encontrar todas as noites na porta do colégio, pontualmente no horário de saida, garantindo minha segurança no caminho de volta para casa.

Beleza só teve um deslize na vida: deu uma mordidinha em minha irmã quando ela tentou mexer com seu filhote. Meu pai não quis nem saber e também cometeu um deslize: levou a cachorra para um bairro bem longe e, com a consciência pesando uma tonelada, a deixou lá. Choramos, eu e meus irmãos, durante 3 dias – o tempo exato para que ela achasse o caminho de casa e voltasse toda suja, faminta e muito feliz por nos reeencontrar. Graças à esse esforço foi perdoada por meu arrependido pai e  ficou conosco por muito tempo.

 Lembrei dessas e outras histórias quando alguém comentou sobre a tentativa do, felizmente  ex Deputado Antônio Ebling e o, infelizmente atual, Deputado Fernando de Fabinho, de alterar a Lei Federal n° 9.605/98 – Lei dos Crimes Ambientais.

Esses senhores apresentaram projetos para derrubar a lei na parte em que ela protege os animais de maus tratos. O senhor Fabinho argumenta que rodeios, vaquejadas e rinhas fazem parte da “cultura popular”. Disse também que : “Além do mais, quem cria galos ou canários para competição não causa ao animal nenhum mau-trato“.

O ex deputado Ebling propõe o seguinte: “considerar lícita a conduta da pessoa que pratica abuso, maus-tratos e ato de ferir ou mutilar animais quando tal comportamento for destinado à atividade científica, cultural recreativa ou desportiva”

De onde esses  homens sairam? A que tipo de cultura eles se referem? Eles certamente sabem que “competição” entre animais quase sempre termina com ferimentos graves ou com a morte violenta de um deles. Não dá para argumentar que na natureza é assim. Ali é a luta pela sobrevivência. Aqui é a diversão sádica e imbecil.

Quem quiser lutar contra a indignidade que esses pseudos representantes do povo querem transformar em lei, por favor assinem e divulguem a petição no link:

http://www.petitiononline.com/artigo32/petition.html

Depois, boa ação feita, um videozinho pra relaxar.