abril 2009


Paulo ZuluTodo mundo tem um “tipo ideal” pelo qual certamente se apaixonaria ao primeiro olhar. O meu é o Paulo Zulu ops é um homem alto, moreno, olhos verdes, sorriso maravilhoso, gentil, inteligente, simpático, que saiba cozinhar e, sobretudo, loucamente apaixonado por mim.

Minha amiga Marina também tinha o “tipo” dela. Trabalhávamos em uma empresa, onde além de nós duas apenas mais uma mulher, a Elaine, batia  cartão. Cercadas por um mar de testosterona  logo ficamos amigas; almoçávamos juntas em um “PF” das redondezas e aproveitávamos essa horinha de paz para conversar “assuntos de mulher” que no escritório eram absolutamente proibidos sob pena de virarem alvo de semanas de deboche e palhaçada por parte de nossos coleguinhas masculinos.

O tipo ideal da Elaine era, por assim dizer, “comum” como o meu, ou seja, um deus da beleza, com a diferença de que pra ela esse deus deveria possuir o carro do ano que não podia ser Fusca nem Brasília. Agora, o da Marina  já era um caso à parte. Antes de dar detalhes sobre o “príncipe”, vou descrever essa minha amiga: alta com aproximadamente 1,80m, magra, morena, esportiva, bonita e inteligente.

Em um desses almoços  Marina deu os detalhes sobre o seu “príncipe encantado”. Ele teria que ser mais baixo que ela, de preferencia um tanto gordinho, que usasse óculos, careca e – imprescindível – usar aparelho corretivo nos dentes. Primeiro pensamos que fosse uma brincadeira com a idéa de “homem ideal”, mas depois vimos que falava sério mesmo.

Levando em conta que ela já tinha uns 30 anos e estávamos nos anos 80 quando Ortodontia era quase um palavrão, ficamos ali o resto do almoço tentando convencê-la de que nenhum homem naquela faixa etária usaria o tal do aparelho. Nem atentamos para os fatores calvíce e obesidade! Quando Elaine e eu reparamos nos outros detalhes demos nosso veredito final: a Marina estava louca! Precisava urgente de medicação, internação, camisa de força!!

Durante muito tempo aquela história foi motivo de risadas e brincadeiras entre as três. Qualquer baixinho que cruzasse nosso caminho a gente já apontava pra Marina, mas a falta do tal aparelho nos dentes dificultava a escolha.

Então ela saiu de férias e viajou  junto com uma outra amiga para a Itália. A última etapa da viagem era em uma cidadezinha na região rural, onde essa amiga tinha parentes e foi aí que o improvável aconteceu!

A tal da amiga tinha um primo de Milão que também estava em férias hospedado na mesma casa que elas e adivinhem: trintão, baixinho, míope, meio calvo, um pouco acima do peso e, maravilha do destino…aparelho nos dentes!!

O “tipo ideal”  dele? Uma pirulona igual a Marina. Foi amor à primeira vista. Iniciaram um namoro lá entre os vinhedos, as férias acabaram e cada um voltou pra sua cidade.  Mas 2 meses depois aqui estava o baixinho no Brasil pedindo a Marina em casamento. Casaram-se e até onde eu soube eram extremamente felizes!

Anúncios

Estava aqui vendo um daqueles programas de transformação, onde a pessoa entra um jaburú  feinha e mal vestida e sai um cisne  quase uma top model, quando lembrei de uma frase que meu tio dizia: “o mundo gira e a Lusitana roda…”.

Era o comercial da transportadora, mas sempre achei o pensamento muito profundo. Acredito piamente que seja uma alusão ao fato de que nada é imutável, tudo é mudança (baixou em mim o espírito do Imperador).

Susan BoyleSusan Boyle (de novo ela) mudou o visual e, de ” quarentona ridícula e de aparência desleixada” de quem muita gente riu, passou para cantora respeitada, bem vestida na opinião de quem acha que paletó de couro e acharpe fazem milagre,  e musa inspiradora para o roteiro de um filme. Simon Cowell não dorme em serviço gente!

 Imagino que o enredo do tal filme  mostrará uma história de luta e superação tão ao gosto dos americanos. Material é que não falta: solteira aos 47 anos, moradora de uma pequena cidade, cuidou da mãe doente durante muito tempo; ao nascer sofreu com falta de oxigenação, o que causou um ligeiro distúrbio cerebral. Daí é só chamar a Merryl Streep para o papel principal (que pode ser o de Susan, o de sua mãe ou até o de Simon) e o Oscar está garantido.

Ronaldo ou Ronalducho , antes conhecido como Ronaldinho (até aparecer um outro – o Gaúcho),consertou os dentes, mudou o penteado, foi pro Corinthians e voltou a ser o herói das multidões.

Está fazendo gols sensacionais, levando a torcida ao delírio e deixando os cartolas felicíssimos porque quanto mais gols mais patrocínio, mais dinheiro em caixa.

Ninguém mais se lembra dos travestis no motel, das noitadas com o mulherio em boates ou do casamento com a Cicarelli no castelo francês. Os vexames ficaram no passado e agora é só sorrisos e “partir pro abraço”! Também poderia virar filme pois “material humano” é o que não falta.

 DilmaA Ministra Dilma Rousseff, antiga militante do grupo guerrilheiro VAR-Palmares, mudou  na fisionomia, mostrando o poder de mutação do “Poder”. Dilma

Só não mudaram os dedinhos afoitos que ela faz questão de levantar em posições diferentes e bastante elucidativas. Os óculos  parecem ser os mesmos; o modelo do paletó idem. Pensando bem acho que ela, só mudou de agremiação política.lula-e-marisa3

Como ela, o presidente Lula e dona Marisa Letícia também deram um salto de glamour e deixaram para tras a imagem da Galega e do Metalúrgico.

Enfim, é como dizia meu tio: o mundo gira e a Lusitana roda…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mais de 30 milhões de pessoas já acessaram o Youtube para serem surpreendidas e verem a cara de surpresa do Simon Cowell e a sem-gracice dos outros jurados, cujos nomes ignoro, em um show da TV inglesa.

Tudo graças à apresentação de uma mulher em um show de talentos. Pelo exemplo que temos no American Idol (que passa aqui  no Brasil), os participantes precisam ter algum talento é óbvio, mas uma bela estampa também deve ajudar muito. Entretanto, no show Britain’s Got Talent acho que eles não pré-selecionam com critérios de beleza; parece que qualquer indivíduo pode ir lá e se apresentar, mas essa é minha impressão e nem sei se é verdade, então relevem.

Susan BoyleA pessoa que está levando tanta gente ao Youtube é  Susan Boyle, a moça aqui ao lado. A candidata entra no palco e parece a tia ou a mãe de qualquer um, principalmente se esse um for ingles ou escoces.

Um dos jurados ergue a sobrancelha, o outro franze o nariz; a mocinha “anos 60” que está na platéia se achando linda  balança a cabeça e comenta algo com a amiga. Isso tudo até a mulher abrir a boca pra cantar I Dreamed a Dream do musical Les Miserables. Daí para a frente o que se vê é um arregalando os olhos, outra abrindo a boca, outro com um ar incrédulo pregado no rosto, e a platéia extasiada e com lágrimas nos olhos.

Infelizmente não é possível incorporar ao post o vídeo com a apresentação dela ,  mas quem quiser ver basta ir ao YouTube e colocar o nome lá: Susan Boyle.

Com Susan mais uma vez somos obrigados a nos lembrar da frase: não julgue um livro pela capa.

Aproveitando a oportunidade de dar um tapa no preconceito e nos julgamentos apressados aqui vão mais alguns exemplos:

Elaine Page, a cantora que inspirou Susan, se declarou comovida com a interpretação  e totalmente convencida de seu talento

Etta James

Ella Fitzgerald

Diva Plavalaguna

Mahalia Jackson

Amy Winehouse

 E para encerrar, um romance que rompeu com os estereótipos de feio ou bonito:Camila e Charles

 

 

 

 

 

 

 

Tá bom ou precisa mais?

garrincha2Aos 20 minutos do primeiro tempo do jogo entre Corinthians e São Paulo pelo Campeonato Paulista,  placar de zero a zero, entrei no taxi rumo à minha casa.

O motorista mirrado, caladão, cabelos e bigodes grisalhos dirigia tranquilo pelas ruas da Lapa, sem pressa nenhuma, aproveitando a tarde de domingo e o trânsito inexistente por conta do final de feriadão. Sem ter mais nada para fazer além de olhar a paisagem pela janelinha, prestei atenção ao som que vinha do rádio e o que estávamos ouvindo  era um locutor calmo comentando, em tom cpeleoloquial, sobre o clássico que se desenrolava no Pacaembú.

Nada de gritos, nenhuma histeria, nenhuma tirada espirituosa, nada!!! Pensei com meus inexistentes botões “Nossa! Acho que esse taxista não liga pra futebol! Aliás, olhe zico2só…encontrou um sujeito que fala de esportes no rádio e não berra!!!!! Estranho….”.

Mal havia concluído minha tosca linha de raciocínio que ligava homens, futebol, gritaria no rádio, torcida organizada, estádio lotado, trânsito caótico e pancadaria quando o  locutor super zen disse em voz baixa: ” Gol. Miranda abre o placar….”. Na mesma hora o taxista mudou de estação, correndo para uma daquelas emissoras tradicionais, bem a tempo de pegar a narrativa cheia de empolgação do locutor e o finalzinho do grito  ” …..OOOOOOOOLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL!!!!!!!!!!!!!!! Mirandaaaaaaaaaaaaa!! !Mirandda, num toque de cabeça abre indioo placar no Pacaembúúúúúúúú´!!!!!!!” Então entra o comentarista, que sempre acompanha o locutor, completando” Miranda numa jogada ensaiada, faz um a zero pro São Paulo”

OK. Já que o motorista nem piscou também fiquei na minha. Achei que ele fosse corinthiano e estivesse aborrecido com o gol contra seu time de coraçãokaka2.

Voltamos a escutar a rádio zen…Três minutos depois, novamente a voz aveludada: ” Elias marca….” .A mão ágil do taxista mais uma vez voa para o painel do rádio e sintoniza o doido que aos berros anuncia: “EEEEEEEEEEELLLLLIIIAAAAaaassssssssssssssssssss!!!! Eliiiiaassss,Elias!!!!!!”. O suposto corinthiano que me levava para casa ergueu ligeiramente as sobrancelhas, mas calado estava e assim ficou. Eu sentadinhaaline no banco de trás pensava agoniada : “Mas quem, caramba, é esse Elias??? Pra qual dos times ele joga????”  Quando finalmente o locutor esportivo sossegou o facho, vem o comentarista  animado e feliz e esclarece: ” Gol de Elias igualando o placar no estádio do Pacaembú” e continuou explicando a “bonita jogada numa arrancada, etc”…usando todos os chavões futebolísticos possíveis, mas me permitindo saber que aquele era um gol de empate.

rivelinoNão aguentei e falei como quem não quer nada: “Esse jogo vai ser assim né?! Nervoso…Todo mundo querendo ganhar…O senhor torce pra algum dos times?” Depois de me conceder uma olhadinha pelo retrovisor, o motorista em voz baixa e gentil responde: “Sabe, eu não me importo com isso. Tanto faz quem ganha ou quem perde, futebol é só pra arrancar mais dinheiro do povão bobo que não ganha nada. É só pra encher o bolso dos jogadores e dos cartolas”didi

Concordei: “É, o senhor tem razão. Foi-se o tempo que jogador honrava a camisa do time! Nunca que um jogador de um time iria jogar no time adversário…”. “Hoje jogar futebol é uma profissão, um emprego; quem oferece melhor salário leva o funcionário”,  disse ele depois de outra olhadinha pelo retrovisor e emendou: ” Por isso que não torço pra time nenhum!”

 Com essa reflexão sobre o futebol dos dias de hoje encerramos a viagem. Desci do taxi e ao longe podia ouvir o barulho na torcida lá no Estádio do Pacaembú; o povão vibrando com cada jogada.

Algum tempo depois rojões estouram por todos os lados e a gritaria na casa do vizinho me leva a procurar o canal de esportes para ver o que estava acontecendo. Assisto o replay do gol marcado pelo jogador Cristian, aos 48 minutos do segundo tempo, levando o Timão à vitória.

CRISTIANAssisto também o gesto obceno que esse jogador fez para a torcida e para as câmeras de televisão, confirmando aquilo que o zen-taxista havia dito – não vale mais a pena.

 Agora em vez da alegria, o insulto.

Que coisa mais triste.

É estrabeth-ditto1nho como de repente parece que um assunto toma forma simultâneamente na cabeças de  pessoas diferentes e totalmente desconhecidas umas das outras. Fico achando que é coisa de extra terrestre, mas em seguida penso que é viagem minha pensar assim, que na verdade tudo não passa de coincidência ou é apenas o tal do inconsciente coletivo ou a sincronicidade agindo e tiriri, tarará.

Escrevi sobre as agruras das mais gordinhas no sábado, dia 11. No domingo de manhã folheando distraidamente a Revista da Folha, edição de 12/04,  vejo um artigo assinado pela cantora e escritora Vange Leonel , na página (plural), chamada “Tamanho grande”. Ali Vange relata a entrada no mundo fashion de Beth Ditto, uma cantora que veste tamanhos G coloridíssimos e nada discretos. Ela foi contratada por uma confecção inglesa para desenvolver uma linha propria de roupas.

Um pouco mais tarde ligo a televisão e estou indo de um canal para outro como quem não quer nada. Para minha surpresa, sintonizo  a atriz America Ferrera no papel da Ugly Betty, numa cena em que reclamando com seu chefe, (o editor) que os editoriais da revista onde trabalham só mostram modelos uglybetty-s2famélicas que não têm nada a ver com o mundo real, tenta convence-lo a realizar um desfile com modelos mais carnudas. A personagem Betty é uma moça latina óbvio porque americana é cheia de bom gosto e magrinha,um pouco acima do peso e com péssimo gosto para se vestir e/ou combinar acessórios, mas “inteligente” como deve ser toda moça que não foi abençoada com o padrão de beleza do momento e consegue realizar o tal desfile.

Deixando os estereótipos de lado, o que importa nessa história é que mais uma vez estão falando sobre o-diabo-veste-pradaas mulheres de um mundo real que tem pouco a ver com as mulheres idealizadas que aparecem na publicidade, em editoriais de moda ou em filmes e séries americanas.

Lembro de ouvir dizer que a câmera “engorda” e nunca pude compreender a razão desse fenômeno de ótica. Mas se isso é mesmo verdade me apavora pensar no tamanho real das atrizes do filme O Diabo Veste Prada, por exemplo.  Aparecem magérrimas e fico imaginando se  foram “engordadas” pelas câmeras ou se a tecnologia já superou esse problema da imagem e, quem sabe, hoje em dia “afine” as atrizes.

Tenho a sensação de que o modelito “fiapo” começa aos poucos deixar a cena. 2274073

Pode levar algum tempo mas acredito que os estilistas acabarão percebendo que vestir cabides não é grande vantagem, isso qualquer um pode fazer. Bacana mesmo é transformar, com um simples pedaço de pano, mulheres comuns em deusas gloriosas.

 

Isso sim é arte!!!!

anitaekberg

manequimNunca fui uma tábua e sempre tive quadril, cintura, busto e bunda;  pesava entre 50 e 52 kilos  distribuídos por 1,60m de altura e era considerada magra! Meu manequim era 40. Sim vocês entenderam bem QUA-REN-TA!! Manequim 34, 36 ou 38 era usado por adolescentes. Criança usava P, M ou G.

O tempo passou e os chineses e coreanos dominaram as confecções aqui em São Paulo trazendo uma modelagem esquisita tipo bacalhau. No início pensei que fosse uma coisa assim de economia de pano para baratear os custos e conquistar o mercado e que logo eles se adaptariam. Pura ilusão! Nossos fabricantes é que acharam a idéia maravilhosa e o que era manequim 40/42 hoje é mais ou menos 46/48; as grifes endoidaram e o chique virou  fazer roupas tamanhos 36 ou 38 como se costurassem apenas para  Eva Longoria ou o resto das Desperates.

 Para as que como eu passaram muito ou pouco dos 55 ou 60 kilos restaram as roupas de “gorda”, quadradas, sem  modelagem, nenhum detalhe elegante, desatualizadas, sem graça, parecendo com sacos de batatas com  buraco em cima pra passar a cabeça e buracos dos lados pra colocar os braços. Roupas que deformam nossos corpos, não respeitam nossa cintura, não valorizam nosso busto, não realçam nossos ombros e colos; roupas que nos deixam com a auto-estima magrinha, magrinha.

Nas lojas se pedimos alguma coisa no tamanho G o que nos oferecem são umas roupinhas que não passam pelos quadris ou pelas pernas e depois de tentar uns 15 modelos diferentes dá um ódio danado daquele amontoado de panos  jogados  no canto do provador. Nos sentimos uma “monstra de gorda” como diz uma amiga minha que também está um tantinho acima do peso. Essa mesma amiga comentou que simplesmente tamanhos2parou de comprar roupas…Outra que engordou quase nada ( pesa 58 kilos e tem 1,65m de altura), também está com dificuldade para encontrar algo que sirva e outro dia brigou feio em uma loja.

Aproveitei uma liquidação para comprar umas bermudas dessas mais compridinhas que estão na moda. Ficaram muito bons os tamanhos 54, 50 e 48 todas da mesma confecção e tamanho 44 de uma outra outra. Mato a cobra e mostro o pau e aí está a foto das etiquetas pra provar que não estou doida ainda.

Sapatos estão indo para o mesmo rumo. Experimentei um sapatinho básico para meia estação e o que me serviu era número 39!!! Estarrecida corri pra casa achando que estava com alguma doença que fizera meus pés aumentarem de tamanho da noite para o dia. Tirei a dúvida calçando um que já tenho – tamanho 37 – e serviu perfeitamente! Ou seja, estão diminuindo o tamanho dos sapatos também.

Agora posso me sentir uma “monstra de gorda” e também um “pé de lancha”. Tudo por cortezia de nossa indústria de vestuário e calçados que perdeu a noção das coisas.

Disseram que virá uma lei obrigando a padronização dos tamanhos de roupas e calçados. Só espero que o padrão adotado seja alguma coisa mais sensata e adequada à realidade pois quero voltar a pensar em bacalhau como sendo um peixe, consumido tradicionalmente na sexta feira santa.

madonna-1Sou mais ou menos fã da Madonna. Gosto dela na fase mais antiga, quando fazia caras e bocas e ficava lá vestida de espanhola dançando prá  Jesus ( o outro) ou de chicotinho e maiô preto fazendo carinha de má e se divertindo à valer.

Depois que virou estudiosa da Cabala e passou a fazer 500 horas de exercícios diários ficando parecida com um graveto coberto de musculinhos eu já não gostei mais.

Mas enfim, não é de nada disso que queria falar, concentre-se mulher!!! O que queria mesmo comentar, ou melhor, entender é o que a Tia faz na África toda paramentada? A foto publicada nos jornais trouxe uma série de pensamentos um tanto maldosos.

Seria uma tentativa de parecer simplesinha e maternal, tipo “mamãe vai ao parquinho”, para impressionar os juízes que concederão a adoção? Será que ela precisa mesmo impressionar alguém? Li em algum lugar que quando ela quer alguma coisa ela consegue, por isso a adoção está garantida. Mesmo porque o figurino apresentado lembra mais uma espécie de “mamãe saiu da boate baixo nível onde faz striptease e foi correndo pegar o filhinho na escola”!

Porque essa moça está debaixo de sol vestindo calça comprida de tecido camuflado (para dentro das botas), duas (ou três) camisetas sobrepostas, sendo que uma é de mangas longas, além de pesadas botas de couro de cano alto com amarração frontal é uma coisa que foge totalmente à minha compreensão. Para completar um lenço esvoaçante que não sei se ela está segurando ou se amarrou na lateral das calças, chapéu caído nas costas e óculos escuros… Será que é pra não ficar bronzeada? Depois do Jesus brasileiro achei que ela gostasse do tom.

Não me conformei e fui ter certeza de onde fica Malauí que é o país onde ela foi descolar, ops, adotar uma filhinha pra fazer companhia ao David Banda (que também é adotado), uma vez que Lourdes Maria já tem bigodes  é uma mocinha e deve ter outras coisas com que se preocupar. Um breve parênteses: David está vestido adequadamente, lindo de camiseta e bermudas.

Olhando no Google Maps vi que o lugar é mesmo na África, próximo de Moçambique, Zâmbia, Zimbabue, Tânzania e, vejam só, Madagascar

Clima quente concordam? Calor africano! Será que a menininha escolhida, cujo nome é Chifunda James, sofrerá influências da mamãe na hora de se vestir? Espero que não! Tomara que seja uma garotinha de opinião e faça como seu futuro irmão: bermudão e camiseta bem á vontade que eles nem são artistas nem nada!!!

O que me preocupa é pensar que logo teremos algum “guru” da moda achando tudo muito “lindooooooo” e ,depois disso, milhares de mulheres no mundo inteiro imitando o estilo da Diva. Valha-me Deus…

Próxima Página »