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Hoje, 25 de novembro,  é o Dia Internacional de Combate à Violência Contra Mulheres. Todo mundo sabe o que acontece, não é preciso dizer nada. Este vídeo diz tudo:

DELEGACIAS DE POLÍCIA DE DEFESA DA MULHER EM SÃO PAULO

1ª DDM
Rua Bittencourt Rodrigues, 200 – Sé
(11) 3239-3328

2ª DDM
Av. Onze de Junho, 89, 2º andar – Vila Clementino
(11) 5084-2579

3ª DDM
Av. Corifeu de Azevedo Marques, 430, 2º andar – Jaguaré
(11) 3268-4664

4ª DDM
Av. Itaberaba, 731, 1º andar – Freguesia do Ó
(11) 3976-2908

5ª DDM
Rua Dr. Corinto Baldoíno Costa, 400 – Parque São Jorge
(11) 293-3816

6ª DDM
Rua Sargento Manoel Barbosa da Silva, 115 – Campo Grande
(11) 3246-1895

7ª DDM
Rua Dríades, 50, 2º andar – Vila Jacuí
(11) 6297-1362

8ª DDM
Av. Osvaldo Valle Cordeiro, 190 – Jardim Marília
(11) 6742-1701

9º DDM
Av. Menotti Laudisio, 286 – Pirituba
(11) 3974-8890

Sou corinthiana de raiz; a parentada inteira é corinthiana. A negra ovelhice coube ao meu irmão que torce solitário para o Palmeiras e a família, que até hoje não entende esse desvio, acabou aceitando na boa.

Apesar de gostar de futebol não consigo acompanhar os trocentos campeonatos ou as inúmeras tabelas classificatórias. De repente jogar futebol virou profissão bem remunerada. Jogador virou entrevistado nas revistas de fofoca e notícia nas crônicas policiais, além de pular de galho em galho buscando melhores contratos.O amor à camisa é coisa do passado.

Mesmo assim assisto um ou outro jogo do Timão e se não assisto mais é para preservar a saúde do meu pobre coração corinthiano que baqueia à cada lance perdido.

Semana passada assisti ao clássico (ainda se usa essa expressão?) Corinthians e Flamengo.

O Corinthians precisava de 2 gols de vantagem e marcou logo no 1° tempo, o que me permitiu divagar sobre o que o Predador estaria fazendo no time adversário.

Descobri que aquele é o Wagner Love e as tranças vermelho e preto são homenagem ao time em que joga. Pensando bem, melhor isso do que mandar amarrar a mulher no poste como parece que um outro colega de equipe fez.

E então, no início do 2° tempo o Flamengo marcou um. Daí pra frente o Corinthians lutou, se perdeu e lutou de novo, mas 45 minutos passam rápido quando se está no sufoco e aí o Timão ganhou mas perdeu, entendem?

Incorporando o espírito de todos os cronistas esportivos, vivos ou mortos, digo que a torcida, apesar de frustada, deveria sentir orgulho de seu time que buscou a vitória até o último momento.

Mas para uns poucos, frustação é algo com que não sabem lidar e por isso saem chutando lixo, atirando pedras, quebrando vitrines de lojas e arrumando briga.

Para esses poucos tanto faz o esforço dos jogadores em campo ou a vibração da torcida que não economizou fôlego para apitar e gritar o jogo inteiro incentivando seu time. Esses poucos só se comportam com alguma civilidade quando são tangidos feito gado pelas viaturas e pela cavalaria da PM.

Ainda bem que são minoria. Do contrário, nem toda a honra e tradição de minha família iria me impedir de torcer apenas pela equipe de patinação artística da Dinamarca.

P.S.: Aproveitando a festiva data do Dia das Mães, um conselho de mãe para o Ronaldo: pare com essas reclamações meu filho. Os ídolos são feitos e eleitos pelo povão e querer reinvindicar o título é tolice. Todo mundo sabe que você mereceu ser chamado de ídolo algumas vezes e em outras não.

Se você está cansado, dolorido pelas inúmeras cirurgias e sente falta dos fins de semana prolongados com a família, aposente-se e vá desfrutar com ela da montanha de dinheiro que ganhou como jogador profissional. Para matar a saudade dos campos, entre para um desses times de simpáticos barrigudos que jogam com os amigos e comemoram a vitória ou a derrota com uma cervejada.  Você merece ser feliz na vida.

Segunda feira, típico dia desse inverno em São Paulo. Calor ameno, céu azul com nuvenzinhas brancas, nenhum prenúncio de chuva ou frio. Saio animada para ir ao supermercado aikiprogramabesta já que minha geladeira estava com eco de tão vazia.

Vou feliz e contente, quase saltitante porque lindas tardes ensolaradas são meu cenário predileto e presto atenção especial em tudo.  Uma linda árvore florida (sim aqui no bairro ainda existem árvores minha gente); uma moça simpática passeando com um cachorro lindão; um senhor de meia idade que passa e deixa o rastro de um perfume delicioso.

Adoro perfumes desde que não sejam adocicados e nessa segunda feira em especial, parece que todo mundo resolveu ficar cheiroso e vou desfrutando o prazer de sentir aromas pelas ruas. No supermercado exerço meu lado perdigueiro e cheiro mangas, melões, melancias e mexericas sem nenhum constrangimento, mesmo que a perua senhora do lado me olhe esquisito. Saio com minhas comprinhas e continuo feliz e saltitante, um pouco menos é claro, porque agora carrego uns 5 kilos em cada mão, mas continuo sorrindo.

Sem mais nem menos sou expulsa desse musical de quinta categoria e jogada na realidade mais abjeta. Um grupo de moradores de rua largados num canto da calçada exalam um perfume bem diferente. É o cheiro da miséria, do abandono e do desprezo com que essas pessoas são tratadas. Sinto medo e apresso o passo. Afinal eu estava rindo de que mesmo?