Não sei se já comentei que a cozinha não é meu espaço preferido. O talento e a paciência para a culinária ficaram com minha filha. Sou feliz com isso.

Mas como não dá pra viver de brisa nem comer todo dia em restaurante, estou sempre procurando coisas fáceis de preparar, rápidas e sem muita firula. Acabo encontrando produtos que realmente ajudam quem como essa que vos fala, não é Top Gun no fogão.

Vou mostrar alguns itens que estão na minha cozinha:

   Frutas congeladas Qualitá: batidas no liquidificador com leite, sorvete ou água com gelo, dão ótimos milkshakes e sucos naturais. Podem ser servidas também descongeladas (descongelam em 30 minutos aproximadamente) e cobertas com creme de leite, chantily ou sem nada. Não custam caro e duram uma eternidade no congelador sem ocupar muito espaço. O único trabalho é lavar o liquidificador…

Massa para Lasanha Adriá: Essa massa para lazanha tem uma característica: não precisa ser cozida evitando aquele momento constrangedor de segurar a tira de massa cozida com o maior cuidado, equilibrando para não derrubar na pia. Para preparar é só fazer um molho de tomate mais ralo e ir intercalando massa, molho e recheio. Depois levar ao forno convencional por 40 minutos ou, se estiver com pressa, 18 minutos no micro ondas.  Eu que sou uma exagerada no molho sempre coloco uma forma com água na parte de baixo do forno porque o molho na hora do cozimento pode trannsbordar e limpar o forno não é exatamente uma tarefa adorável.

  Massas Artesanais Quartiere della Pasta: Tenho no congelador  Nhoque de Batatas e Fiore de Mussarela de Búfala (que são lindinhas!).  A vantagem dessas massas é que não precisam ser cozidas. Basta descongelar, cobrir com o molho de sua preferência e levar ao forno. Essas massas são feitas pela cozinha do próprio Restaurante Quartiere della Pasta, que fica na Rua Cubatão.

  Tomates pelados: Outra coisa que não curto é ficar indo semanalmente ao supermercado, quitanda, feira e afins. Para fazer molho de tomates uso esses tomates pelados em lata. Já estão meio cozidos então dou uma amassada, refogo cebola, jogo os peladinhos na panela, acrescento água, sal e uma pitadinha de açúcar para que meu delicado estômago de lagartixa não entre em pânico. Rapidinho o molho ao sugo está pronto para ser usados com as massas acima. Quando a Palmirinha baixa em mim, frito pedacinhos de bacon ou linguiça e depois despejo os tomates e se quero mais light, faço  carme moída refogada para usar no molho e chamar de bolonhesa!

  Vegetais congelados: E por último, mas não menos importante, como se diz em qualquer palestra motivacional, tenho no congelador ervilhas e fundos de alcachofra Bonduelle, batatas  McCain que podem ser preparadas no forno e ficam igual às fritas só que com menos calorias e soja verde da marca Veggie. Essa soja é um capítulo á parte: são super rápidas de preparar e tem um sabor ótimo. Eu faço temperada apenas com um pouquinho de sal na água, mas podem ser refogadas ou  servidas como salada.

Lagartixa na cozinha é assim: rápida, prática e quase nem suja louça.

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Minha linda irmã no dia de seu batizado

Entre as histórias de minha infância, uma me faz dar graças à Deus pela invenção dos congelados.

Lembro bem do orgulho que senti vendo minha mãe grávida e da ansiedade para conhecer meu novo “irmão” ou “irmã”. Por isso, quando minha irmã nasceu e minha mãe veio para casa com ela,  senti que precisava fazer algo para retribuir a alegria de ter uma linda irmãzinha pra brincar comigo.

Era um tempo em que as parturientes comiam canja durante o período de “resguardo” que durava 40 dias e a canja precisava ser fresquinha, feita no dia. Tinha visto minha mãe,  tias, minha avó, as vizinhas, enfim, todas as mulheres adultas que eu conhecia, matarem galinhas num piscar de olhos,  com uma faca afiada ou com um pescoção e me achei super capacitada para o empreendimento.

Como criávamos galinhas no quintal, aproveitei um cochilo de minha avó que estava dando uma ajuda lá em casa e fui escolher, com olho clínico de uma expertise, a vítima para o sacrifício. Peguei a pobre coitada da galinha eleita, prendi entre os joelhos como já tinha visto as mulheres fazerem tantas vezes  e puxei com toda a fé de meus 10 anos, com as mãos nuas porque era pacifista e me recusava a usar armas, no caso a faca.

Mas a fé e a força de uma década completa de vida infelizmente não foram suficientes para dar cabo da tarefa. A bichinha escapou de minhas mãos magrelas e muito provavelmente com uma dor enorme no pescoço se pôs a cacarejar e correr em círculos pelo quintal, como só seria possível a uma vítima de tentativa de homicídio.

Eu apenas conseguia chorar de remorso e susto. A galinha sobreviveu meio torta por muito tempo; minha mãe não levou em conta minhas boas intenções e ganhei uma bronca enorme com direito à castigo enquanto meu irmão, insensível à todo aquele sofrimento e horror ria sem parar.

Desse dia em diante passei a achar uma invenção e tanto  aquelas galinhas de supermercado, congeladas, descoradas e mortinhas da silva graças aos serviços de outras pessoas. Sei que é um pouco tétrico, mas fazer o que se adoro canja?