De vez em quando incorporo “a louca”! Querem um exemplo?

Passei pela vitrine de uma grande loja de sapatos e acessórios e, óbvio,  lá estava a bolsa dos meus sonhos: de couro macio, cores lindas, quadradona, molinha, com poucos detalhes  e grande o suficiente para levar minha vida dentro dela (agendas, cadernos, netbook, carteira, 2 pares de óculos, maquiagem de emergência, enfim tudo o que uma Lagartixa precisa para seu dia a dia.).

Alucinei e entrei na loja para perguntar o preço e aqui abro um parênteses : sou cliente antiga, o gerente e as vendedoras já me conhecem, quando me vêem chegando é logo um personalizado “como vai Dona Lagartixa?”, dão beijinhos, me preparam para o susto cheios de gentilezas e afagos. Dessa vez não foi diferente.  A Estela, com um sorriso de arcada dentária perfeita tasca o valor assim sem mais nem menos  ali no meio da loja, tranquila tranquila, como se todo aquele dinheiro por uma bolsa fosse a coisa mais normal do mundo.

Será que é? O custo do couro, da mão de obra, dos impostos, do aluguel da loja lá no Shopping, do ar condicionado e dos sorrisos,  justificam esse valor? Será que quero andar por aí com bem mais de um salário mínimo pendurado nos ombros? É provável que essa bolsa dure anos, mas é mais provável ainda que eu enjoe dela ou que ela saia de moda rápidamente.

Pensando bem, é melhor guardar “a louca” em uma das muitas bolsas linda que já tenho e sossegar o facho deixando esse desejo insano junto com aqueles outros tipo um colar de pérolas verdadeiras, um brinco de esmeraldas, um vestido super grifado, umas semanas no spa, todos da mesma espécie: peruíce crônica.

E continuar feliz e sem culpa a ser uma Lagartixa básica carregando menos coisas dentro da bolsa e ficando livre de dores nas costas.

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25 de marçoDecidi que precisava de pratinhos e guardanapos de papel, garfinhos,  e velinhas já que amanhã é aniversário da Gabi, minha filhota querida. E também amanhã é dia de LuluzinhaCamp, então juntando os dois eventos….

Não existe lugar melhor pra encontrar artigos de festa do que a Rua 25 de Março e redondezas. Só que tem um detalhe: também não existe nenhum outro lugar do planeta, quiçá do universo, que junte tantas pessoas ao mesmo tempo!

A saída do metrô é no alto da ladeira, não é?! Eu saí, olhei para baixo e meudeosdocéu!!!!! Tinha tanta gente ali na ladeira, mas tanta gente, que quase desisti e voltei pra casa.

Mas sou uma guerreira e aquele formigueiro não ia me derrubar. Respirei, juntei a bolsa perto do corpo, segurei bem minha sacola reciclável e me joguei. Consegui descer toda a ladeira e seguir em frente sem ser pisada, empurrada ou insultada. Devem ser os anos de prática.

Fui na loja que vende coisas de festa e quase desisti novamente. É uma loja relativamente pequena, atulhada até a tampa (literalmente, porque eles penduram mercadorias no teto também), corredores muito estreitos entre as gôndolas e metade da população de São Paulo lá dentro. OK…foco…foco…

Achei o que queria e pra falar a verdade nem fiquei comparando preço já que não ia conseguir mesmo fazer pesquisa e comprar na loja mais barata. A fila do caixa dava volta na loja (literalmente outra vez), os clientes precisavam pegar coisas que estava nas gôndolas do lado da fila, era um tal de licencinha, licença, licencinha, dá licença….Ok…foco…foco Quando consegui pagar e sair foi uma vitória olímpica! Merecia pódio…

Ia voltar em direção à estação do metrô, mas uma vitrine chamou minha atenção: umas bijoux super na moda e com preços bem acessíveis,  duas coisas que somadas fazem meus olhinhos brilharem.  Sou moça simples, e não gosto de pagar luxo de shopping comprei colares, tiara, flores para usar no cabelo, brincos, broches e uma bolsa de couro lindona. Na hora de pagar quase enfartei porque pensei que tivesse perdido o cartão de crédito. Ok, foco…

Depois lembrei que precisava de um abridor de latas. Atravessei a rua e de novo loja lotada… Ok…foco…foco…Acabei comprando abridor, tijelas de vidro com tampas de plástico para guardar comida na geladeira, uma espátula de nylon que aguenta temperaturas até 200º ( a que eu tinha derreti na frigideira) e uma cestinha para guardar pregadores de roupa.

À essa altura estava com minha sacola reciclável cheia em uma das mãos e na outra 2 sacolonas de plástico. Odeio sacola de plástico; parei no camelô vendedor informal adquiri uma legítima e enorme  sacola de camelô vendedor informal, com estampa da Betty Boop, soquei tudo lá dentro e subi a ladeira feliz da vida, rumo ao metrô.

Tenho que reconhecer, aquela muvuca pode ser irritante, mas ô lugarzinho bom de fazer compras!