Hoje é dia de escrever sobre esse assunto que toda mulher comenta mas do qual poucas tem coragem de se aproximar de verdade.

Não tenho nenhum caso de câncer de mama na família, mas apesar de odiar (poucas mulheres não se sentem incomodadas),  obedeço rigorosamente a rotina de ir ao ginecologista uma vez por ano fazer os exames de contrôle. Pois bem, no comecinho deste ano fui lá conversar com o Dr. Pêra Pires. Me queixei apenas de queda de cabelo; ele fez os exames clínicos e pediu os de rotina: mamografia, densitometria  óssea, colposcopia, etc e disse que depois me receitaria hormonios para parar a queda.

Ao receber os resultados da mamografia uma surpresa: 4 pequenos pontinhos do tamanho da ponta de um alfinetinho daqueles bem pequenininhos, estavam ali indicados por uma seta desenhada no exame. Diagnóstico: microcalcificações.

Como toda sujeita plugada na internet fui lá googlar esse assunto e tomei um susto. Em algumas informações encontradas, esse tipo de calcificação com os pontinhos proxímos um dos outros era apontada como precursora ou indicativa  de câncer de mama. Corri de volta ao ginecologista e com o coração na mão, enquanto ele olhava a mamografia,  fiquei encarando o coitado na tentativa de captar algum arquear de sobrancelha ou um olhar mais aflito.

O Dr. Pera Pires não demonstrou nenhum tipo de alarme. Explicou que era comum após uma certa idade o aparecimento de microcalcificações, mas como ele pretendia me receitar hormônios, era mais indicado que eu consultasse antes um mastologista levando aquela mamografia, para um diagnóstico mais aprofundado.

Novamente lá fui eu. O mastologista fez um exame clínico detalhado das mamas e devo dizer que é bem esquisito um completo desconhecido olhando seus peitos por todos os ângulos com expressão de extremo interesse. Ao final explicou que não havia nenhuma alteração e que aqueles pontinhos, devido a localização, tamanho e formato, por enquanto não significavam nada. Recomendou que a cada seis meses eu refaça os exames e leve pra ele olhar para que possamos controlar caso os tais pontinhos mudem de aspecto ou de número.

Essa é uma história com final feliz. Já se passaram seis meses, já refiz a mamografia e os pontinhos estão lá paradinhos e do mesmo jeito. Mas, apesar de não haver casos na família, apesar desses pontinhos não serem detectados na apalpação, não provocarem dor nem nada, e não serem perigosos, não posso bobear. Se um dia eles resolvem se mexer eu os pego no pulo e não permito que se espalhem pelos meus peitos e atrapalhem minha vida!

Vamos lá mulherada! Se apalpem e mesmo não encontrando nada de diferente bóra pro ginecologista uma vez por ano, ou menos se for necessário!

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 Já declarei que não gosto de esportes e que quando assisto presto atenção em tudo menos na disputa em si. Com espírito de porco zapeei as transmissões esportivas parando ao acaso e consegui ver cenas incríveis. Aproveitei e fiquei dando minhas notas para depois fingir que era uma chinezinha sorridente, magra, alta, de vestido azul e distribuindo as medalhas.

1 – No Judô João Derly e Pedro Dias resolvem no tapa tatame uma encrenca amorosa e para eles entreguei as medalhas de Ouro, Prata e Bronze na modalidade “Baixaria” , com a seguinte classificação:

Ouro : Pedro Dias (se ficasse quieto o mundo não saberia que ganhou um par de adornos nada olímpicos).

Prata : João Derly (mandou a mãe distrair o amigo e cantou a namorada do dito cujo? Talvez isso merecesse um empate no ouro? Fiquei na dúvida!

Bronze : Joana Ramos (OK moça, o brasileiro até que é bem bonitinho, mas precisava sair por aí contando e arrumando encrenca ??)

 

2 – Na Luta Greco Romana, modalidade Espírito Olímpico, a medalha de ouro vai sem sombra de dúvida para Ara Abrahamian. Seu gesto foi tão inesperado, que mesmo após extenuantes pesquisas na internet, não encontrei sequer uma imagem ou vídeo do momento em que ele taca a medalha no chão. Acho que nenhum fotógrafo ou cinegrafista estava prestando atenção nele, o que também pode explicar sua raivinha. Só achei  a fotinho da medalha desprezada.

  

3 – Na Ginástica Artística , modalidade Acontece…, medalha de Ouro para Diego Hypólito. O moço que era o favorito levou um tombo e a expressão em seu rosto captada na foto estampada na primeira página do jornal Folha de São Paulo já diz tudo.  Essa medalha entreguei com dor no coração porque mesmo sem entender nada de nada, achei que ele não merecia.

  

4 – Em Atletismo  a medalha Pódium Mais Bonito, sem dúvida pertence às Jamaicanas Shelly An Fraser, Sherone Simpson e Keiron Stewart,respectivamente, Ouro, Prata e Bronze em 100 metros rasos.

 As meninas foram sensacionais na prova e nos sorrisos. Está aí a foto que não me deixa mentir.

 

5- Finalmente, a medalha Nhóoinnn, Que Lindinho vai para César Cielo. Ele fica com Ouro, Prata e Bronze porque tem coisa mais emocionante e sincera do que um atleta desse porte chorando feito um bebê? Até as pedras de Pequim derrubaram uma lágrima furtiva, tenho certeza!