Então quer dizer que o Center Norte pode explodir a qualquer momento? O lugar (que foi construído sobre um antigo lixão), com 331 lojas, entre elas restaurantes, hipermercado, cinema e lojas de departamentos, segundo medições da Cetesb, tem um acúmulo de gás metano em seu subsolo grande o suficiente para provocar uma explosão. Ouçam atentamente a última frase pronunciada neste vídeo, e me digam quem é que está preocupado com a inalação se podemos explodir alegremente? Seria cômico se não fosse tão idiota.

A Prefeitura de São Paulo está esperando maiores esclarecimentos por parte dos envolvidos para decidir se desativa ou não essa provável bomba relógio. Enquanto isso a Cetesb aplica multa diária de R$ 17.450,00 ao shopping. Quanto vocês querem apostar que ninguém está pagando nada ou que estas multas serão contestadas? Quanto vocês querem apostar que, caso aconteça mesmo um acidente nesse shopping, cada um dos responsáveis irá acionar um montão de advogados para ajudá-lo a fugir das responsabilidades?

Quem assume o risco? Os frequentadores mais cautelosos podem deixar de ir até lá e esperar que tudo se esclareça, mas e os funcionários? Quem cuidará para que as milhares de pessoas que trabalham no Shopping Center Norte fiquem à salvo do perigo?

É interessante constatar que nosso prefeito não acredita em laudos técnicos feitos por um órgão estadual e que estão assinados por especialistas. Será que a Cetesb não é digna da confiança dele nem da nossa? Mas, se a Cetesb está certa, será que o prefeito e/ou a prefeitura de São Paulo têm outros interesses que os levam a “proteger” o Center Norte ou é apenas preocupação com a reação de grupos economicamente poderosos aqui da cidade? Só o tempo dirá…

Uma decisão terá que ser tomada. Se a Cetesb foi irresponsável em suas afirmações, quem assinou os laudos precisa ser punido; se os proprietários do Center Norte estão deliberadamente colocando em risco a população, é óbvio que precisam ser punidos.

O que não dá é esperar que o paulistano exploda. Caso isso aconteça, não adianta as autoridades declararem depois, com ar compungido, na televisão e na mídia impressa que foi uma “fatalidade” porque, como se dizia antigamente, daí “Inês é morta”! Inês, Maria, Pedro, Antonio, José…