Quem acompanha o blog já deve ter percebido que sou completamente seriemaníaca. Sempre que alguém comenta sobre uma nova série saio correndo para assistir pelo menos um episódio e ver se vale a pena. Daí que minha filha falou de Spartacus, Blood & Sand e claro que me joguei na pesquisa.

Na década de 60,  Kirk Douglas mostrando os joelhos e o tórax, estrelou o filme Spartacus. Era uma coisa considerada super máscula aquele homem todo fortão pilotando uma biga de saiote de couro e sandália, num super estilo Gladiator, ou então usando um tipo de cuecão esquisito para lutar na arena. Figurinista de Hollywood usa e abusa da licença poética na hora de vestir os personagens, mas isso é assunto extenso e para um outro post…

O Spartacus  Blood & Sand, é um pouco diferente. Quer dizer,  os atores continuam bonitões e musculosos, ainda tem uma arena, eles ainda são gladiadores, a cuéca continua  estranha só que muito menor, em vez de sandálias estão de botas, tem muita traição, muita intriga romana e muita falta de coração por parte daquela platéia de gente esquisita, meio suja  e sedenta de sangue, mas o resto, quanta diferença…

Quem pensaria nos ingênuos anos 60 que aquele guerreiro trácio teria tanta inteligência, sentimentos, charme e bunda bonita para nos deleitar? Quem poderia imaginar que veríamos nus frontais no horário nobre da TV, além de sexo adoidado entre gladiadores e escravas; romanos e suas esposas e escravas; gladiadores com gladiadores; escravas com escravas; romanas de fino trato com gladiadores rudes e brutais?

As cenas do senhor romano fazendo sexo com a escrava enquanto conversa plácidamente com a esposa até poderia estar naqueles episódios pornôs que passam na madrugada,  mas não se enganem. A conversa deles gira em torno da ambição mais desmedida e a arena é o umbigo da cidade onde poder, amor, sexo, dinheiro, fofoca e vingança animam a festa.  A tal areia do título é a que recobre o chão onde se travam as batalhas, e depois de ver alguns episódios posso afirmar que tem muito mais Blood do que Sand.

Lucy Lawless, a Xena, faz o papel da esposa de Batiatus, que vem a ser o dono da arena e dos gladiadores. Continua bonitona e mandona porque certas coisas nunca mudam…

A estética é a mesma dos filmes 300 de Esparta e  Spirit (ambos calcados nas histórias em quadrinhos) : a imagem repentinamente vira ilustração; o sangue que espirra é sempre muito vermelho e descreve elaborados padrões na tela; os movimentos das lutas são coreografados e a ação intercala tempo real e slow-motion e por isso vemos em detalhes dentes voando, bochechas balançando, crânios sendo abertos, cortes de diversas profundidades e extensão e muito suor escorrendo pelos corpos malhados .

Nas cenas de luta e mortes variadas usei o controle remoto para acelerar as imagens porque não curto violências e isso é o que não falta na série.

Infelizmente o ator Andy Whitfield, que interpreta Spartacus, teve que abandonar o elenco antes do início das filmagens da segunda temporada para tratar de um câncer (diagnosticado em 2.010) que havia dado mostras de ter sido curado mas voltou e o obrigou a deixar definitivamente a série para tratar da saúde.
Enquanto não encontram um substituto os produtores lançaram lá nos EUA,  Spartacus: Gods of the Arena, que mostra como eram as coisas antes do Spartacus. Essa ainda não vi e não sei se verei.
Pra falar a verdade, estava assistindo mesmo por causa do Andy e seus lindíssimos olhos azuis.