Fox no cimento

bagunça

Pois é…uma semana de reforma no apê e devo dizer que nem doeu muito. Apesar da confusão que se instaurou na residência dessa que vos fala, as coisas foram “menos pior” do que eu esperava, mesmo levando em conta o calor infernal que fez a semana toda.

IMG_0308Segunda foi feriado,  mas na terça  a equipe de “demolição” chegou depois do almoço e começou o serviço pela sala. Em um dia e meio arrancaram os dois pisos existentes. O carpete de madeira sai facinho, mas os tacos,  sólidamente colados com uma mistura de cimento e piche, só saem á poder de marreta e talhadeira gigante. Os vizinhos, como sempre, devem ter adorado. Abri todas as janelas e deixei que  um furacão o vento entrasse e cuidasse da poeira. Funcionou.

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Quinta feira foi um dia cheio. Depois dos tacos arrancados veio o Luiz eletricista com seus ajudantes. Com aquela talhadeira e uma marreta menorzinha eles “rasgaram” o chão porque a instalação elétrica precisa ser redimensionada; fizeram “canaletas” de um lado para o outro por onde passará o conduite que vai levar os novos cabos e fios. A pancadaria é de doer os tímpanos, mas os vizinhos já devem estar conformados. Fazer esse remanejamento foi o único jeito de acabar com as gambiarras, os benjamins, as extensões, etc; também é muito mais bonitinho tudo arrumado sem aquele monte de fios pendurados e/ou enroscados no chão atrás dos móveis e do computador. Quem mora em casa mais antiga, sem muitas tomadas, sabe bem do que estou falando.

Luis e PedroIMG_0315 Depois que o eletricista terminou, chegou a hora de começar a fazer o famoso contrapiso que precisa de algumas horas para secar. É um pouco assustador ver um monte de areia, cimento e água no meio da sala, mas o Luiz (à esquerda) e o Pedro (à direita) são muito cuidadosos. Quando vão embora deixam tudo limpinho e arrumado, como podem ver na foto à direita. O empreiteiro Flávio veio dar uma olhada na obra e conversar comigo.  As notícias não são boas: ele disse que o tal “porcelanato” que comprei é um negócio chamado grès; não é porcelanato de verdade.

Tento lembrar se, por acaso, nos cartazes espalhados pela loja onde fiz a compra, estava escrito algo como “tipo porcelanato” ou porcelanato “fake”, mas é claro que não estava. O Flávio explica que a diferença está na absorção de água e na resistência do material. Logo eu que queria um chão à prova de xixi de cachorro impermeável…Tentei não me aborrecer com isso mas mandei um e-mail para o fabricante perguntando sobre a absorção de líquidos. Ainda estou esperando uma resposta.

Essa foi a parte da semana com muito suor e poeira. A parte do sangue conto amanhã.