Tenho visto pessoas somando conhecimentos de diversas áreas, tais como, publicidade, jornalismo, estatística, vendas, informática, comunicação, etc, para criar o Especialista em mídias digitais (ou redes sociais, ou alguma coisa do tipo).

Alguns realmente podem dizer que entendem dessa nova/velha forma de comunicação, mas outros  se apropriam do título com o único intuito de agregar valor à propria imagem  e a justificativa o critério adotado por tais expertises  parece ser o número de seguidores no Twitter ou leitores do blog. Contadores inseridos no alto das páginas de certos blogs são o “Sêlo de Garantia”.

O mais triste nessa história toda é o patrulhamento e censura que alguns desses “profissionais”,  munidos da convicção de que sabem de tudo e mais um pouco,  fazem na blogosfera.

RanzinhaQualquer opinião contrária à deles é taxada de “invejosa” como eu já disse aqui; o sucesso de uma mulher só acontece porque ela é “gostosa” ou “deu” pra alguém; mulheres opinando sobre questões femininas são “feminazis” se forem mais radicais ou “diarinho” caso escrevam sobre o cotidiano; a coincidência ou a sincronicidade de opinião são tratados como “kibagem” e ganhar dinheiro com os blogs ou sites vira quase uma heresia (mesmo avisando que o post é patrocinado e/ou pago).

Não sou especialista em nada e com meus parcos leitores, o número merreca de seguidores no Twitter, perfil  mal feito raramente visitado  no Orkut , além da relutância com o Facebook, sou invisível para esses “doutores”.

Mas gasto meu rico dinheirinho com tranqueiras gadgets que vejo por aí, compro e leio livros recomendados, assisto filmes  resenhados, abro links enviados pelo Twitter, passo um bom tempo na Internet lendo notícias, artigos, vendo vídeos, etc. É para pessoas como eu que a blogosfera fala e anuncia e por isso já aviso: tudo o que está na categoria  “ranzinza e perseguidor” só me interessa como folclore ou exemplo a não ser seguido.

Acho que tem mais gente que compartilha dessa opinião, mas eles também são “invisíveis” e sem importância, não é mesmo “doutor”?