Galinha Fiquei maravilhada quando ouvi pela primeira vez a palavra “viral” relacionada à campanhas publicitárias feitas na Internet. Achei linda a idéia de relacionar um negócio como o vírus  que se reproduz rapidamente e a velocidade da divulgação publicitária.

“Viral” para mim ficará eternamente ligado à campanha de lançamento do filme Batman – Cavaleiro das Trevas, bem como à frase  “Why so serius?”  Foi uma noite inesquecível a que passei diante do PC tentando ajudar amigos com as pistas que desvendariam o segredo do Morcegão.

Recentemente e durante vários dias pensei que a tag #portocainarede, que aparecia com insistência no twitter, fosse uma campanha da Porto Seguro Seguradora. Não percebi que era sobre uma cidade litorânea. Como não sou exatamente o público alvo deles, isso não teve a menor importância e comentei apenas para mostrar que não sou ” muitíssimo bem informada” nem “super plugada” apesar de ter filha trabalhando na área das Mídias Sociais. Nessas histórias eu ocupo o lugar destinado ao “Consumidor” que está conectado á Internet e só.

Quando descobri que Porto Cai na Rede era para divulgar a cidade turística  Porto de Galinhas no estado de Pernambuco a coisa toda já tinha rolado. Com muito atraso fiquei sabendo que a ação publicitária tinha levado vários blogueiros para lá e que também patrocinara um casamento. O casal escolhido aceitou transformar seu casamento em um evento público ligado à essa campanha. Não vi nada errado já que muitos blogueiros são considerados formadores de opinião.

Mas tem surgido uma série de manifestações no Twitter e em blogs que parecem ressuscitar as tristes patrulhas ideológicas e o políticamente correto exagerado e idiota.

Qual o problema se a Secretaria de Turismo de uma cidade resolve fazer campanha publicitária para motivar a escolha do destino nas férias? A verba deve vir dos cofres públicos. Outra opção seria patrocínio  feito pela Associação Comercial da cidade, ou Associação das Barracas de Praia, ou qualquer que fosse a instituição privada interessada.

Não foi o caso; quem patrocinou foi a Secretaria de Turismo e se alguém acha que o dinheiro público foi mal empregado que se dirija à tal Prefeitura e reclame. Se não gostou da campanha, mande e-mail para a agência e faça suas críticas e aproveite para conhecer outro lugar.

Porque criticar os participantes dessa divulgação específica? Dar brindes como celular, ipod, viagem, estadia em hotel, boné, sacolas, toalha de praia, garrafa de vinho, etc, sempre foi estratégia de divulgação de produto. Alguém  fica constrangido por usar aquela camiseta tipo banner ambulante pra usar se a marca é fashion, dormir, ir à feira, lavar o carro, etc?

E o batonzinho, esmalte, shampoo? As meninas que recebem esses mimos os jogam fora? Duvido. Eu se recebesse algum usaria  e sei que muita gente tem a mesma atitude: se gosta fala bem, se não gosta mete o pau  fala mal!

O direito de dar opinião sem sofrer ameaça de processo ou linchamento público precisa ser mantido, mas descambar para o insulto e o desrespeito deve ser evitado. E como se diz no Twitter, #prontofalei.