copertoneA primeira vez que fui à praia estava com sete anos e foi uma coisa mágica!

Lembro de ter chegado na areia, sair correndo feito uma maluca de maiozinho vermelho e …tchibum na água!

Naquele momento de empolgação esqueci um pequeno detalhe: não sabia ( e ainda não sei) nadar…

A próxima lembrança é de ficar rolando debaixo d´água, engolindo o oceano até meu pai me puxar pelos cabelos e salvar minha curta vida.  Estraguei o passeio; minha mãe queria me matar, meu irmão chorava porque queria ficar na praia, meu pai queria ir embora imediatamente e eu não queria nada, só tremia apavorada. Não sei se ficamos ou não, mas a sensação de estar afogando é nítida até hoje.

Agora, quando vou ao litoral fico lagarteando na areia; no máximo molho os tornozelos. Sou do tipo que pode ir na praia de laquê, salto alto e maiô de grife porque nada vai se molhar.

Entretanto, o mar ainda tem sobre mim a mesma mágica atração que teve para os meus sete anos. Sinto uma vontade imensa de sair correndo e tchibumm de novo, mas agora mantenho o respeito. Fico ali de  longe,  olho comprido para as ondas, absorvendo cada nuance de cor em movimento, e amando aquela imensidão de água.

As vezes fecho os olhos e, em minha imaginação, mergulho, salto e, como os golfinhos, domino perfeitamente a arte de nadar. Como eles, faço acrobacias e me exibo para a menininha de maiô vermelho que está ali do lado olhando admirada para as ondas e chego sempre à mesma conclusão: eu amo o mar.

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