VitrineBrasileiro tem inclinação para estrangeirismos.

Como resultado dessa mania nacional as crianças ganham nomes como  Uélinton, Uoxiton, Suéle, Maicon, Jáquison, Kérri,  Quimberli, Leidy, Roberteson, Cléverson.

A preferência pela terminação “son” pode ser confirmada nas escalações dos times de futebol: Éverton, Dinelson, Denilson, Keirrison, Taison, Wallison, Ibson, Kleberson e, não podemos esquecer a excessão que confirma a regra: Uendel Pereira no Avaí.

Além de nomes, há também lançamentos imobiliários, quase todos de Gardens ou Maisons qualquer coisa, só para ficar nos exemplos mais comuns.

Vender ou liquidar tornou-se deselegante; as lojas só “sale” ou “off”; ninguém apaga,  hoje todo mundo “deleta” e restaurante não faz mais entregas, só “delivery”.

Lembrei dessas bobagens todas ao ler a notícia de que a Câmara Municipal do Rio de Janeiro aprovou uma lei que obriga as peças de publicidade a mostrar nos anúncios, com letras do mesmo tamanho, a tradução da palavra estrangeira. Achei a idéia interessante.

Quem sabe isso não evita que eu leve sustos  como o proporcionado por um comercial de fogão onde a dicção dos atores me fez crer que o nome do produto era “cúquintópe” , muito mais apropriado para laxante do que para fogão. Era só legendar!!!