Resolvi enfiar o pé na jaca e reformar uns móveis que tenho na sala já que não aguentava mais olhar pra eles e não tenho verba pra comprar novos!

Numa tentativa de garantir uma sequência minimamente lógica para o trabalho (sugestões são bem vindas), decidi criar uma espécie de diário de atividades, se possível com figurinhas, para demonstrar a mim mesma o progresso (ou não)  e assim não desistir facilmente.

Pra começo de conversa, sou arteira e não artista. Tenho uma imaginação fértil e idéias não me faltam, mas muitas vezes não sei como colocar em prática e fico horas tentando descobrir como transformar minhas “viagens” em realidade, o que pode ser um incentivo ou um pé no saco, dependendo do ponto de vista.

Então vamos lá…

Dia Zero

Para qualquer coisa que eu decida fazer vou precisar de uma lixadeira elétrica para retirar a camada de tinta velha de um dos armários e remover a casquinha que imita madeira e recobre o outro.  Por isso lá vou eu para a Rua Florêncio de Abreu procurar uma que seja boa e com preço acessível. 

Explico pro moço da loja  DeMeo que não quero nada muito profissional nem muito caro, mas que precisa ser leve e não chacoalhar demais. Ele entende direitinho essas especificações técnicas e mostra uns 3 modelos que, segundo ele, a mulherada costuma comprar. Descubro que as mulheres estão fazendo cada vez mais esses serviços que antes eram competências puramente masculinas.

Depois de ligar as 3 e sentir o peso e a vibração de cada uma; perguntar coisas bobas, do tipo “dá pra lixar cantinho?”  e receber de volta um sorriso simpático com todas as explicações, opto pela que me parece oferecer o melhor custo benefício, um modelo da Black&Decker. Choro um pouquinho e ainda consigo arrancar um desconto e mais um sorriso simpático.

Saio em busca de lixas e ando quase a rua inteira, debaixo de sol, para encontrar uma única loja que vende isso, o que acho supreendente já que a Florêncio de Abreu é conhecida por vender ferramentas e outros itens para serviços.

Lembro que preciso também de luvas pra proteger minhas mãozinhas e subo e desço a rua até encontrar um lugar que vende luvas de vinil, que são mais delicadas e aderentes sem fazer com que as mãos se transformem em um poço de suor. Na mesma loja, compro também máscaras filtradoras descartáveis, “para poeiras incômodas”, segundo a embalagem.

Depois de andar pra lá e pra cá cheia de sacolinhas de plástico sob o sol inclemente, tudo o que quero é ir pra casa, sentar no sofá com um copo de água gelada nas mãos e raciocinar friamente se preciso mesmo de uma reforma na mobília ou se dá pra aguentar mais uns anos…