Fui no Luluzinha Camp lá no Gafanhoto e conheci muitas blogueiras bacanudas e super simpáticas que encheram a mesa com montes de docinhos, bolos, salgadinhos, balinhas, etc…

A melhor surpresa foi encontrar a Lolló, vulgo Rozzana, @losille ou Rô, do Mandrágora que eu conhecia de antigas eras.  Explico: há muito tempo atrás participei de uma lista de discussão sobre as obras de Tolkien e quando falo “muito” é muito mesmo, coisa de uns 10 anos talvez e foi lá, nessa lista, que conheci a  Lolló. Isso foi antes do advento do MSN e nossa comunicação era feita trocando e-mails adoidados, discutindo tudo o que era possível discutir, principalmente a trilogia O Senhor dos Anéis. Havia dicionários de língua Alto èlfico-quenya e de Sindárin; cada um de nós possuia um nick retirado das páginas dos livros; tínhamos nossos personagens favoritos, pelos quais lutávamos com unhas e dentes e levávamos aquilo tudo muito à sério.

Entre 1999 e 2001 a adaptação cinematográfica da história O Senhor dos Anéis, foi filmada na Nova Zelândia . As três partes eram produzidas simultâneamente, uma novidade no modo de filmar e, as vezes, ficávamos tentando destrinchar o que o diretor Peter Jackson, que para mim era um ilustre desconhecido, faria com a história. Muitos o condenavam de antemão argumentando que era impossível transpor a magia do que Tolkien escrevera num simples filme (ou em três, não importa).

Quando finalmente o primeiro filme estreou aqui no Brasil um detalhe insignificante assumiu proporções épicas e uma pergunta inocente dominou a lista de discussão: o Balrog tinha ou não tinha asas??? Todo mundo correu para ler novamente o capítulo onde ele aparecia e na descrição feita por Tolkien não havia nenhuma menção à asas. Então porque, quando o personagem surgia das profundezas, estávamos vendo asas incandescentes? Licença poética de Peter Jackson ou heresia? Ou será que aquilo não eram asas, mas sim uma enorme sombra envolvendo, como uma capa de maldade, o mostruoso ser?  Ou quem sabe nem uma coisa, nem outra, apenas um efeito de iluminação, sem nenhuma outra intenção…

Havia adeptos das duas correntes: Balrog com asa e Balrog sem asa. Todos com argumentos válidos e bem fundamentados, muitas vezes divertidos. Nunca chegaram a nenhuma conclusão.

Foi assim que fiquei amiga da Lolló; éramos, e ainda somos, partidárias dos “sem asa”. O tempo passou, perdemos contato, paramos de frequentar a lista e de nos preocuparmos com o Balrog e suas plumas de fogo, mas foi ótimo encontrá-la novamente e descobrir que ambas escrevemos em blogues. Demos boas risadas ali na cozinha comendo docinhos e lembrando dos bons e velhos tempos. Mundo pequeno esse da Internet …