Brasileiro tem inclinação para estrangeirismos.
Como resultado dessa mania nacional as crianças ganham nomes como Uélinton, Uoxiton, Suéle, Maicon, Jáquison, Kérri, Quimberli, Leidy, Roberteson, Cléverson.
A preferência pela terminação “son” pode ser confirmada nas escalações dos times de futebol: Éverton, Dinelson, Denilson, Keirrison, Taison, Wallison, Ibson, Kleberson e, não podemos esquecer a excessão que confirma a regra: Uendel Pereira no Avaí.
Além de nomes, há também lançamentos imobiliários, quase todos de Gardens ou Maisons qualquer coisa, só para ficar nos exemplos mais comuns.
Vender ou liquidar tornou-se deselegante; as lojas só “sale” ou “off”; ninguém apaga, hoje todo mundo “deleta” e restaurante não faz mais entregas, só “delivery”.
Lembrei dessas bobagens todas ao ler a notícia de que a Câmara Municipal do Rio de Janeiro aprovou uma lei que obriga as peças de publicidade a mostrar nos anúncios, com letras do mesmo tamanho, a tradução da palavra estrangeira. Achei a idéia interessante.
Quem sabe isso não evita que eu leve sustos como o proporcionado por um comercial de fogão onde a dicção dos atores me fez crer que o nome do produto era “cúquintópe” , muito mais apropriado para laxante do que para fogão. Era só legendar!!!
Maio 22, 2009 at 6:10 am
Cuqueentope? Tem que comer fibras! =D
beijo
Maio 22, 2009 at 1:05 pm
Sim,sim. E melhorar a pronúncia!!!
Maio 22, 2009 at 12:51 pm
Muito bom!!!
O final do post é ótimo!
Maio 22, 2009 at 11:58 pm
Desculpa ser chato, mas rolou uma injustiça com a palavra “deletar”.
“Apagar” tem o sentido de acalmar, apaziguar, extinguir fogo ou luz… Só é aplicado no caso de “fazer algo deixar de existir” por extensão, por falta de palavra melhor.
“Deletar” veio do latim, deletus, delere, que significa “destruir”… Por mais que tenha chego ao português pelo inglês (tecniquês), tem origem na nossa língua-avó.
Não, não sou troll, e adorei o texto.
É que eu adoro deletar algumas coisinhas!
Maio 23, 2009 at 1:30 am
Fique à vontade para criticar e corrigir. Tô no mundo pra aprender.
Maio 24, 2009 at 11:01 pm
Haha, ótimo. A escalação da seleção brasileira, com seus Éverton, Dinelson, Denilson, Keirrison, Taison, Wallison, Ibson, Kleberson e etc, daqui a pouco vai ter mais “son” que a seleção sueca.
Você não imagina os nomes dos estagiários que me aparecem hoje em dia, Márcia. É de chorar no cantinho, vontade de interditar os pais
Maio 26, 2009 at 1:26 am
Dou muita risada com esses nomes que o povo inventa. Adoro a junção de nome de mãe com pai, criando coisas como Marinelson, Ednagner, hehehehheh
Maio 27, 2009 at 7:18 pm
Hahaha…
Pior fui eu que de tanta vergonha alheia nem tirei a foto de uma vitrine que vi ontem. Sei que não é um termo muito comum, mas nunca calcei um pipitú, nem um pipieu. hehehe…
Beijos e sucesso!!!