fawcettn_lMais ou menos aos 6 ou 7 anos decidi ser cantora. Escolhi ser americana e inventei um nome: Mary Simens, que para mim era nome de cantora famosa e totalmente anglicano.

Ia para o quintal de terra, subia na laje que cobria o poço e estava no palco; a vassoura ou o rôdo eram meu microfone de pedestal; qualquer pedaço de pano velho era traje de gala e pronto: lá estava a maior cantora de todos os tempos, uma magricela desafinada e cheia de energia.

Sendo americana, é claro que cantava mais em inglês…um idioma inventado ali na hora, sem pé nem cabeça mas que soava extremamente estrangeiro aos meus ouvidos brasileiros e incultos.

Eram os anos 50 e nas matinês do domingo assistíamos empolgados a filmes de Roy Rogers que tinha um cavalo branco e  Zorro,  o mascarado de bigodinho. Roy gritava “aiiiôôô Silveeerrrr” e empinava 0 cavalo na beira de um barranco; era emocionante! Zorro assoviava e o cavalo vinha correndo para que ele pulasse na sela e saísse em disparada atrás dos malfeitores e a criançada sempre aplaudia essa cena! Essas eram as minhas referências para o inglês: o rádio transmitindo músicas em AM e o som horroroso dos filmes que passavam lá no pulgueiro.

A carreira internacional durou pouco. Logo meus pais começaram a censurar porque, com tanta música brasileira bonita, eu dava preferência às músicas estrangeiras e ficava cantando coisas que ninguém entendia. Já que eu ia seguir a vida artística que pelo menos fosse mais patriota! Não aguentando as críticas  mudei de profissão: montei uma barraca em frente ao caminho que as formigas percorriam e fui ser feirante, vendendo folhas de mato, pacotinhos de lama e latas vazias.

A segunda vez que quis ser americana foi nos anos 70 quando começou a ser exibido na televisão brasileira o seriado ”As Panteras”. Eu queria ser  Jill Munroe, a personagem interpretada por Farrah Fawcett. Linda, loira, sensual, divertida…

Então, depois de avaliar as minhas possibilidades de ser linda, sexy e divertida, decidi ser loira.

No sábado chamei uma amiga e fomos para o cabeleireiro do bairro. Eu ia virar Jill e minha amiga,  Sabrina. Havia alguns  inconvenientes: meu cabelo era liso, castanho e nunca havia sido tingido, mas nem por isso eu iria desistir . 

Sentei confiante diante do espelho, entreguei minha cabeça nas mãos daquele profissional competentíssimo, e a tranformação começou: tesouradas impiedosas cortaram camadas arrepiadas e fizeram surgir um tipo de franja caindo sobre um olho; quando chegou a hora de fazer a tintura, como o cabelo era escuro, dá-lhe forte descoloração.

Muitas horas depois havia no espelho uma garota loira, com grandes mechas  mais claras dando ao cabelo aquele ar dourado de praia; cachos largos, despenteados e cheios de spray me faziam parecer uma vamp do subúrbio, mas eu estava feliz. O cabelo era mais ou menos parecido com aquele que eu via e invejava nas fotografias da Farrah.

A carreira de pantera, assim como a de cantora estrangeira, durou pouco. Para ser exata, durou o tempo de chegar em casa. Sentindo muita coceira no couro cabeludo resolvi lavar a cabeça e tirar o spray.

E então o cabelo caiu…Não somente alguns fios, mas todas as lindas mechas mais claras, onde a descoloração havia sido mais forte, saiam inteiras nas minhas mãos. Caía cabelo aos montes e eu chorava. Meu pai que queria uma filha patriota mas não careca, estava disposto á ir botar o salão abaixo e foi contido por minha mãe que por sua vez não sabia o que fazer além de dizer que eu não me preocupasse porque ia nascer tudo de novo.

Ela tinha razão. Nasceu sim, mas nunca mais tive aquele cabelo farto e brilhante de antes. Dali para a frente me restou ser  Sabrina, a pantera  morena e “inteligente”  com um cabelinho mingado cortado estilo chanelzinho sem graça.

Depois disso nunca mais quis ser americana.

canoaCanoa furada não é aquela embarcação que te deixou na mão no meio da correnteza. Canoa furada é um tipo de coisa que você poderia facilmente evitar, mas na qual que sabe-se lá porque, embarca de cabeça.

Você resolve, por exemplo, acompanhar aquela  sua conhecida ao médico porque  coitadinha  ela não tem ninguém que vá junto. Daí você sai de casa debaixo do maior aguaceiro do ano e vai toda solícita fazer sua boa ação. É recebida de cara feia porque atrasou cinco minutos, mas como tem uma reserva de paciência extra, deixa pra lá com um sorriso cheio de boa vontade.

No trajeto sua companheira de viagem, que acha que conhece todos os caminhos da cidade, erra ao dar as indicações para o motorista do taxi,  e dali em diante é uma sucessão interminável de resmungos em voz chorosa do tipo: “meu Deus do céu”, “onde vamos parar”, “o senhor entrou errado”, “vamos chegar atrasadas”, “eu falei ali”,  ”olha só que volta”, “estamos fazendo um passeio turístico”, etc, etc. . .

É nesse momento que você descobre que aquilo é uma canoa furada. Não adianta argumentar que estão bem adiantadas para o horário da consulta ou que o desvio foi pequeno; temeridade dizer à simpática senhorinha que foi ela que falou que era pra entrar ali. A sorte é que o motorista é um sujeito super gentil que não obriga as duas a descerem no meio da rua; você baixa a cabeça e  silenciosamente dá graças a Deus por ainda existir pessoas legais dirigindo taxis em São Paulo. Não há mais nada a fazer…

Pode também acontecer daquela amiga, que você não vê há anos, ligar e te chamar para um evento grátis. Ela não dá muitas explicações, só diz que é uma palestra, seguida de brunch, sobre vida saudável e rejuvenescimento. Você ingenuamente pensa que oba, vou ficar mais jovem, não tenho que me preocupar em fazer almoço e além de tudo o convite contém a palavrinha mágica: “grátis”! Não importa que seja num lugar do qual você nunca ouviu falar, que comece as 9 horas do domingo e que seja longe de sua casa. É de graça e ela é a sua amiga que gentilmente lembrou de você depois de tanto tempo. Como recusar uma oportunidade dessas?

Então você pega o metrô e depois um ônibus; desce do ônibus e anda mais 5 quadras a pé pensando em como é que àquela hora da manhã pode fazer tanto calor meu Deus e que deveria ter posto um chinelo de dedo que assim seu pé não doeria tanto. Finalmente chega ao local do “evento” e dá de cara, bem ali no saguão, com várias mesas expondo caríssimos produtos naturais que foram cientificamente testados e prometem fazer seu intestino funcionar, limpar seu organismo e proporcionar uma vida longa e saudável.  Ao lado dos alimentos miraculosos uma pilha de livros que foram escritos por um médico japonês ou chinês e que fizeram enorme sucesso contando sobre esse método maravilhoso de rejuvenescimento. Você nunca ouviu falar de nada disso, mas o mundo é cheio de novidades, não é?!

Com calor, suada e com os pés doendo horrivelmente você respira fundo – o que é um erro já que o recinto cheira a mofo - e procura um lugar para sentar.  Acontece de ser bem ao lado de alguns dos maiores entusiastas da técnica do “faça muito cocô e seja feliz”; para sua total alegria, eles vão aplaudir calorosamente tudo o que os promotores de venda estão dizendo lá no palco;  vão fazer comentários entusiasmados incentivando para que você compre tudo; provavelmente deduziram que sua aparência cansada se deve ao simples fato de que você não vai ao banheiro fazer o “número 1″ com a frequência devida. Apesar do ódio em seu coração você sorri para sua amiga e diz que é uma pena não ter dinheiro para investir naquelas maravilhas; se despede  e vai embora pensando, enquanto a água sobe dentro da canoa, em como pode embarcar em mais essa .

Encontro arranjado por amigos que acreditam, talvez com uma certa dose de razão  que você está encalhada, festinha infantil,  reunião no salão de festas do prédio, convite para conhecer um novo restaurante com culinária exótica sendo que você odeia pimenta e temperos fortes,  servir de modelo para amiga que está fazendo curso por correspondência de cabeleireira e manicure, flertar com um sujeito que te leva para assistir filme de arte iraniano com legendas em sanscrito …a lista é longa.

Às vezes me pegunto porque sempre embarco de cabeça nessas coisas. Só pode ser distração ou, como dizia minha sábia avó, miolo mole!!

caféOs dias mais frios  favorecem meus neurônios e, em baixas temperaturas , os três trabalham firmes e em harmonia fazendo lembranças estranhas aparecerem do nada. Assim, com minha xícara de chá quentinho entre as mãos comecei a pensar nas surpresas e nas certezas das últimas semanas.

Susan BoyleComovente e com uma voz de anjo, perdeu o concurso para um grupo de dançarinos frenéticos e sem novidade, movidos à música eletronica. Um dos versos da música que ela apresentou se revelou profético: “E agora a vida matou o sonho”. Será que o público cansou da excentricidade da escocesa? Ou prefere mesmo aquilo com que pode lidar? Isso foi surpresa !

Adam LambertPerdeu o concurso para um sem gracinha chamado Kris Allen, bom moço, sonso e humilde. Boatos deram conta de que houve um movimento das igrejas conservadoras americanas para impedir a vitória de Adam que seria homossexual e, portanto, um pecador merecedor das profundas dos infernos e não dos píncaros do sucesso. Nenhuma surpresa. Surpreendente seria um cantor belíssimo, com maquiagem pesada, postura dramática e alguns tantos trejeitos vencer um programa que teve até Suri Cruise e sua protetora mamãe na platéia.

Menina Maisa -  explorada e humilhada no programa do lamentável Silvio Santos que achou muitíssimo engraçado os gritos de pavor da menininha. Para aparecer no tal programa transformaram Maísa num pobre clone de Shirley Temple, com cachinhos forçados e vestidinhos de boneca. Esse abuso contra uma criança, que fere o Estatuto da Criança e do Adolescente,  foi transmitido em rede nacional e ajudou muito a alavancar a audiência do programa. Alguma surpresa nisso?

Diploma de Jornalista – O STF – Supremo Tribunal Federal decidiu por 8 votos a 1 que não precisa mais de diploma para exercer a profissão. Muita gritaria, muito protesto por parte dos que gostam de defender o corporativismo e aproveitam a oportunidade para desdenhar de outra profissão que talvez considerem inferior. Os argumentos mais sensatos lembram que o talento para comunicar-se independe do diploma; dizem que a pluralidade de conhecimentos enriquece a notícia ou a reportagem.  A maioria esqueceu que a exigência do diploma de jornalista veio através do decreto-lei 972/69, editado em pleno período de ditadura com o único motivo de cercear, vigiar e punir. Alguma surpresa nesse país sem memória?

Eleições Iranianas – O resultado das eleições mantendo o  conservador Ahmadinejad no poder levou o povo iraniano às ruas. A polícia surge para dispersar os manifestantes oposicionistas, como era de se esperar, e é uma cena surrealista aqueles camburões  despejando  policiais acompanhados por dezenas de motos chegando em filas paralelas trazendo mais polícia.  Um vídeo terrível percorre a internet mostrando o momento da morte de uma jovem que ao que parece nem estava participando dos protestos. Ver as imagens requer estômago forte e coração de pedra para não chorar. Não canso de me surpreender com a estupidez humana.

Comecei com pensamentos leves e acabo com um pesadelo nas mãos. Que me desculpem os eventuais leitores por esse final inesperado; me desculpem também os vários links, mas é que tem coisa que a gente só acredita vendo! Como diz a canção que Susan Boyle canta tão bem, a vida matou o sonho…

 

copertoneA primeira vez que fui à praia estava com sete anos e foi uma coisa mágica!

Lembro de ter chegado na areia, sair correndo feito uma maluca de maiozinho vermelho e …tchibum na água!

Naquele momento de empolgação esqueci um pequeno detalhe: não sabia ( e ainda não sei) nadar…

A próxima lembrança é de ficar rolando debaixo d´água, engolindo o oceano até meu pai me puxar pelos cabelos e salvar minha curta vida.  Estraguei o passeio; minha mãe queria me matar, meu irmão chorava porque queria ficar na praia, meu pai queria ir embora imediatamente e eu não queria nada, só tremia apavorada. Não sei se ficamos ou não, mas a sensação de estar afogando é nítida até hoje.

Agora, quando vou ao litoral fico lagarteando na areia; no máximo molho os tornozelos. Sou do tipo que pode ir na praia de laquê, salto alto e maiô de grife porque nada vai se molhar.

Entretanto, o mar ainda tem sobre mim a mesma mágica atração que teve para os meus sete anos. Sinto uma vontade imensa de sair correndo e tchibumm de novo, mas agora mantenho o respeito. Fico ali de  longe,  olho comprido para as ondas, absorvendo cada nuance de cor em movimento, e amando aquela imensidão de água.

As vezes fecho os olhos e, em minha imaginação, mergulho, salto e, como os golfinhos, domino perfeitamente a arte de nadar. Como eles, faço acrobacias e me exibo para a menininha de maiô vermelho que está ali do lado olhando admirada para as ondas e chego sempre à mesma conclusão: eu amo o mar.

Para mais histórias sobre o mar:http://migre.me/1O94

FoxMeu cachorro, essa belezinha aí da foto, ”pegou” carrapatos   o que poderia não ser nada demais caso morassemos em sitio, fazenda ou matinho. Não é o caso.

Meu bairro é urbano e todo asfaltado, de classe média - alta em algumas ruas, altíssima em alguns prédios, beirando a realeza em outros e, média simples,  no meu caso.

Muitos moradores têm  propriedades rurais, com direito à poneis, cavalos, bois, vacas e outros animais, incluindo carrapatos e, como os cães acompanham seus donos nos bucólicos finais de semana , acabam voltado infestados de parasitas. Durante a semana, graças ao descaso e  má educação desses donos, lá estão os garbosos pets circulando pelas ruas do bairro e deixando na calçada, além de fezes e urina, os malditos carrapatos.

Descubro que carrapato é coisa para cachorro de rico mesmo; o tratamento é  caro e demorado. Além de cuidar do cachorro preciso “tratar” também do ambiente passando na casa inteira um produto que tem aviso de “cuidado veneno” na caixinha, o que me deixa um pouco apreensiva. Como carrapato cai no chão e sai andando procurando esconderijos, comecei a olhar para o sofá da sala com muita desconfiança e encaro o tapete como um inimigo a ser destruído.

Meu cachorro nem sai à rua, justamente porque sei que o bairro, alem dos cocôs, tem as calçadas povoadas também de parasitas. Fui informada pelo veterinário que carrapato pode descer escadas, subir em paredes e entrar por baixo das portas procurando um hospedeiro.  Pode também viajar no vento! Deosdocéo!!! Parece filme B.

Agora a solução é  gastar rios de dinheiros com o combate aos Invasores de Corpos Residente Evil na minha casa e no meu cachorro, além é claro de amaldiçoar todos os dias essa gente folgada que tem bicho e não cuida.

VitrineBrasileiro tem inclinação para estrangeirismos.

Como resultado dessa mania nacional as crianças ganham nomes como  Uélinton, Uoxiton, Suéle, Maicon, Jáquison, Kérri,  Quimberli, Leidy, Roberteson, Cléverson.

A preferência pela terminação “son” pode ser confirmada nas escalações dos times de futebol: Éverton, Dinelson, Denilson, Keirrison, Taison, Wallison, Ibson, Kleberson e, não podemos esquecer a excessão que confirma a regra: Uendel Pereira no Avaí.

Além de nomes, há também lançamentos imobiliários, quase todos de Gardens ou Maisons qualquer coisa, só para ficar nos exemplos mais comuns.

Vender ou liquidar tornou-se deselegante; as lojas só “sale” ou “off”; ninguém apaga,  hoje todo mundo “deleta” e restaurante não faz mais entregas, só “delivery”.

Lembrei dessas bobagens todas ao ler a notícia de que a Câmara Municipal do Rio de Janeiro aprovou uma lei que obriga as peças de publicidade a mostrar nos anúncios, com letras do mesmo tamanho, a tradução da palavra estrangeira. Achei a idéia interessante.

Quem sabe isso não evita que eu leve sustos  como o proporcionado por um comercial de fogão onde a dicção dos atores me fez crer que o nome do produto era “cúquintópe” , muito mais apropriado para laxante do que para fogão. Era só legendar!!!

Akita Depois de postar aqui  sobre a lei de proteção aos animais, recebi um e-mail com outra denúncia gravíssima sobre maus tratos, dessa vez envolvendo o Centro de Controle de Zoonose de São Paulo – CCZ.

Após denúncias de associações de proteção aos animais, a Rede Record de São Paulo fez uma série de reportagens apresentando a situação dos cães que são recolhBrackidos diariamente nas ruas de nossa cidade, com imagens arrepiantes de cães confinados em espaços pequenos, sujos, úmidos e escuros e sem nenhuma espécie de cuidado.  Por isso, antes de assistir ao vídeo, prepare seu coração!

Depois tente responder: Se não estão sendo adotados, para onde estão indo os animais capturados diariamente?

Existe a lei nº 12.916, de 16/04/2008 que obriga o poder público a cuidar dos animais recolhidos, vejam só:

Irmãos“Artigo 2º – Fica vedada a eliminação da vida de cães e de gatos pelos órgãos de controle de zoonoses, canis públicos e estabelecimentos oficiais congêneres, exceção feita à eutanásia, permitida nos casos de males, doenças graves ou enfermidades infecto-contagiosas  incuráveis que coloquem em risco a saúde de pessoas ou de outros animais.

§ 1º – A eutanásia será justificada por laudo do responsável técnico pelos órgãos e estabelecimentos referidos no caput deste artigo, precedidoCalvin, quando for o caso, de exame laboratorial, facultado o acesso aos documentos por entidades de proteção dos animais.

§ 2º – Ressalvada a hipótese de doença infecto-contagiosa incurável, que ofereça risco à saúde pública, o animal que se encontre na situação prevista no “caput” poderá ser disponibilizado para resgate por entidade de proteção dos animais, mediante assinatura de termo de integral responsabilidade.”

MelinaRepararam no Artigo 2º ?  Pois é mais ou menos nele que o Sr. Marco Antonio Vigilato, reponsável pelo Centro de Controle de Zoonose de São Paulo se ampara.

Na entrevista,  que esse servidor municipal se dignou a conceder somente após a repercussão das denúncias, ele se justifica dizendo que manda matar animais “doentes”; “agressivos”; que não podem mais “participar do convívio social”; animais “mordedores” e “bravios”; informa candidamente que os animais estão ali confinados para observação.Oxer

Lamentávelmente as imagens e depoimentos desmentem o sr. Vigilato e até mesmo o repórter da Rede Record perde a paciência ao final da entrevista.Por isso antes de assistir ao vídeo, prepare seu estômago!

Depois me respondam: qual animal não terá desvio de comportamento após ser submetido à confinamento, agressão, fome, etc?

NegonaComo não tenho esperança de que o sr. Vigilato mude suas atitudes, deixo a sugestão de que os interessados em proteger os animais e os participantes de ONGS de São Paulo visitem o CCZ. Constatado os maus tratos registrem um Boletim de Ocorrência  na delegacia mais próxima. Quem sabe assim nosso prefeito dê atenção ao caso e  esse servidor público seja exonerado?

Para quem não tem paciência ou tempo para fazer a Caramelovisita e o B.O. aqui vai o link de uma petição pela exoneração do sr. Marco Antonio Vigilato: http://migre.me/19OC 

P.S: As fotos que ilustram esse post foram tiradas de sites de adoção:

http://www.queroumbicho.com.br/http://tobybaez.fotoblog.uol.com.br/

 http://adotacao.blogspot.com/

 http://sao-paulo.vivastreet.com.br/adocao-animais+sao-paulo-capital

 http://br.geocities.com/adoteumamiguinho/caes_para_adotar.html (desatualizada + é so ligar pra eles que eles dão as informações com um delicioso sotaque lusitano)lacinho

Golpe

   San

 

Ana Bebê 01Dia das Mães chegou.

Aqui em casa a rotina que antecede essa comemoração é sempre a mesma, com pequenas variações:

- Mãe, o que você quer ganhar de presente no Dia das Mães?

- Hummm. Qualquer coisa! A paz mundial quem sabe? Ou pensando melhor, quero uma cozinheira!! Não aguento mais comer ali no kilo  e  ir pro fogão todo dia nem pensar.

- Tô falando sério mãe! O que você quer?

- Ah…sei lá! Gostaria de ganhar um carro último tipo com motorista; uma casa em condominio fechado e seguro, com acesso ótimo para a internet, com quintal grande, árvores no quintal, cachorro, periquito, papagaio…; ou um netbook daqueles pequenininhos e todo enfeitadinhos, mas que são poderosos…; ou um blueberri…; ou …

- Mãe, blueberri não existe.  É BlackBerry!!

- Ah tá bom, errei na cor! Mas olhe filha, sei que seu salário atual não pode comprar nada disso, então quero uma tiara.

- Tiara mãe?! Como assim?

- Aquelas tiaras com uma florzinha do lado, sabe?

- Sei…

Ainda não descobri qual será meu presente, mas na verdade eu, como a maioria das mães, fico contente com qualquer coisa. Só não vale eletrodoméstico que é um horror e nos deixa com a sensação de que filho quer ver a gente no lesco-lesco da faxina forever.

De resto aceitamos de tudo: roupa, livro, acessório, flores, viagem, carro, casa, cozinheira, cachorro, jóia, TV de plasma, cadernos bonitinhos, bijux, celular e bugigangas de toda espécie. Mas o principal presente é o beijo e abraço que vem junto. Tem coisa melhor?

Fox PaulistinhaNa minha infância tivemos um cachorro super vira-lata, mas com aparência idêntica ao  Fox Paulistinha. Seu nome era Dog e tinha um talento muito especial: sabia se equilibrar em superfícies estreitas. Nossa casa, como todas as outras do bairro, tinha muros separando os quintais e meus irmãos e eu gostávamos de exibir nosso cão equilibrista para os amigos. Dog andava em cima dos muros feito cachorro de circo todo orgulhoso daquela habilidade aprendida sabe-se lá como.

Tivemos também uma cachorra de nome Beleza, escolhido por minha mãe devido á evidente boniteza daquela vira-lata ruiva. Essa sabia ficar na calçada esperando os carros passarem para depois atravessar e ir até o açougue em frente buscar seu osso semanal. Sabia também me encontrar todas as noites na porta do colégio, pontualmente no horário de saida, garantindo minha segurança no caminho de volta para casa.

Beleza só teve um deslize na vida: deu uma mordidinha em minha irmã quando ela tentou mexer com seu filhote. Meu pai não quis nem saber e também cometeu um deslize: levou a cachorra para um bairro bem longe e, com a consciência pesando uma tonelada, a deixou lá. Choramos, eu e meus irmãos, durante 3 dias - o tempo exato para que ela achasse o caminho de casa e voltasse toda suja, faminta e muito feliz por nos reeencontrar. Graças à esse esforço foi perdoada por meu arrependido pai e  ficou conosco por muito tempo.

 Lembrei dessas e outras histórias quando alguém comentou sobre a tentativa do, felizmente  ex Deputado Antônio Ebling e o, infelizmente atual, Deputado Fernando de Fabinho, de alterar a Lei Federal n° 9.605/98 – Lei dos Crimes Ambientais.

Esses senhores apresentaram projetos para derrubar a lei na parte em que ela protege os animais de maus tratos. O senhor Fabinho argumenta que rodeios, vaquejadas e rinhas fazem parte da “cultura popular”. Disse também que : “Além do mais, quem cria galos ou canários para competição não causa ao animal nenhum mau-trato“.

O ex deputado Ebling propõe o seguinte: “considerar lícita a conduta da pessoa que pratica abuso, maus-tratos e ato de ferir ou mutilar animais quando tal comportamento for destinado à atividade científica, cultural recreativa ou desportiva”

De onde esses  homens sairam? A que tipo de cultura eles se referem? Eles certamente sabem que “competição” entre animais quase sempre termina com ferimentos graves ou com a morte violenta de um deles. Não dá para argumentar que na natureza é assim. Ali é a luta pela sobrevivência. Aqui é a diversão sádica e imbecil.

Quem quiser lutar contra a indignidade que esses pseudos representantes do povo querem transformar em lei, por favor assinem e divulguem a petição no link:

http://www.petitiononline.com/artigo32/petition.html

Depois, boa ação feita, um videozinho pra relaxar.

Paulo ZuluTodo mundo tem um “tipo ideal” pelo qual certamente se apaixonaria ao primeiro olhar. O meu é o Paulo Zulu ops é um homem alto, moreno, olhos verdes, sorriso maravilhoso, gentil, inteligente, simpático, que saiba cozinhar e, sobretudo, loucamente apaixonado por mim.

Minha amiga Marina também tinha o “tipo” dela. Trabalhávamos em uma empresa, onde além de nós duas apenas mais uma mulher, a Elaine, batia  cartão. Cercadas por um mar de testosterona  logo ficamos amigas; almoçávamos juntas em um “PF” das redondezas e aproveitávamos essa horinha de paz para conversar “assuntos de mulher” que no escritório eram absolutamente proibidos sob pena de virarem alvo de semanas de deboche e palhaçada por parte de nossos coleguinhas masculinos.

O tipo ideal da Elaine era, por assim dizer, “comum” como o meu, ou seja, um deus da beleza, com a diferença de que pra ela esse deus deveria possuir o carro do ano que não podia ser Fusca nem Brasília. Agora, o da Marina  já era um caso à parte. Antes de dar detalhes sobre o “príncipe”, vou descrever essa minha amiga: alta com aproximadamente 1,80m, magra, morena, esportiva, bonita e inteligente.

Em um desses almoços  Marina deu os detalhes sobre o seu “príncipe encantado”. Ele teria que ser mais baixo que ela, de preferencia um tanto gordinho, que usasse óculos, careca e – imprescindível – usar aparelho corretivo nos dentes. Primeiro pensamos que fosse uma brincadeira com a idéa de “homem ideal”, mas depois vimos que falava sério mesmo.

Levando em conta que ela já tinha uns 30 anos e estávamos nos anos 80 quando Ortodontia era quase um palavrão, ficamos ali o resto do almoço tentando convencê-la de que nenhum homem naquela faixa etária usaria o tal do aparelho. Nem atentamos para os fatores calvíce e obesidade! Quando Elaine e eu reparamos nos outros detalhes demos nosso veredito final: a Marina estava louca! Precisava urgente de medicação, internação, camisa de força!!

Durante muito tempo aquela história foi motivo de risadas e brincadeiras entre as três. Qualquer baixinho que cruzasse nosso caminho a gente já apontava pra Marina, mas a falta do tal aparelho nos dentes dificultava a escolha.

Então ela saiu de férias e viajou  junto com uma outra amiga para a Itália. A última etapa da viagem era em uma cidadezinha na região rural, onde essa amiga tinha parentes e foi aí que o improvável aconteceu!

A tal da amiga tinha um primo de Milão que também estava em férias hospedado na mesma casa que elas e adivinhem: trintão, baixinho, míope, meio calvo, um pouco acima do peso e, maravilha do destino…aparelho nos dentes!!

O “tipo ideal”  dele? Uma pirulona igual a Marina. Foi amor à primeira vista. Iniciaram um namoro lá entre os vinhedos, as férias acabaram e cada um voltou pra sua cidade.  Mas 2 meses depois aqui estava o baixinho no Brasil pedindo a Marina em casamento. Casaram-se e até onde eu soube eram extremamente felizes!

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