Chegou a sexta feira e o momento esperado com ansiedade: o assentamento do piso. Parece coisa simples, mas não é bem assim. Existe uma técnica para esse trabalho: primeiro é preciso definir por que lado começar por causa do alinhamento com os outros ambientes já que vou colocar o piso na casa toda e ele vai ficar contínuo. Então as emendas têm que “bater” com as do próximo cômodo pra não virar “pastiche”; é preciso também prestar muita atenção no “desenho” (mesmo que seja muito sutil) que precisa ir todo no mesmo sentido.
Enquanto me explica tudo isso, o Luiz coloca as duas primeiras peças lado a lado na porta de entrada, prende um fio e estica até o outro lado pra fazer a guia e aí vem a grande surpresa: a sala é totalmente fora de esquadro. Olho e não posso acreditar; tenho uma sala desenhada por Picasso no auge da fase cubista!
Luiz, que é um sujeito muito calmo, liga para o empreiteiro Flávio e em questão de minutos lá estão os dois, calmamente de pé no meio da sala. Estica, puxa, mede, pensa, olha de um lado e de outro, colocam várias peças no chão, testam, olham de novo, trocam idéias. Saio de perto e vou cuidar da vida enquanto eles descobrem um jeito mágico para sumir com uma diferença de quase 15 cm entre uma ponta e outra da sala e fazer aquilo dar certo.
Tudo resolvido, lá vão Luiz e Pedro colocando quadrado por quadrado até preencher todo o chão. Quase esqueço de dizer que tanto o Luiz, como o Pedro, são super bem humorados. O dia todo escuto as risadas dos dois e é ótimo.
Faltando 3 peças paraterminar o serviço percebo uma mudança no tom da conversa e vou dar uma olhada. O Luiz está branco e com a mão mergulhada no balde de água. Pergunto o que aconteceu e ele mostra: cortou a mão na cer
âmica e está sangrando bastante. Aprendi na minha vida moleca que corte a gente lava com sabão de pedra; acho que a soda mata as bactérias, sei lá. Digo isso ao pedreiro agoniado, vou buscar um pedaço de gaze e esparadrapo e faço um curativo depois que ele lava e seca a mão. Nunca vi um homem daquele tamanho tão assustado mas entendi o motivo.
Um dia antes, um colega de equipe quase perdeu o polegar na Makita, maquininha muito útil com a qual eles convivem diariamente, mas basta um pequeno descuido para o desastre. Foi por isso que aquele homem tranquilo suou frio e quase desmaiou no meio da minha sala: ele lembrou do amigo e do perigo.
Sábado eles chegam cedo; é dia de colocar o rodapé e fazer o rejunte e o Pedro foi substituído pelo Vando. Pergunto do ferimento e o Luiz mostra a mão com um band-aid. O “corte enorme e sangrento” já fechou e está cicatrizando. Deve ser o sabão de lavar roupa: antibactericida e cicatrizante!
Na hora do almoço está tudo pronto, varrido e bonito. A mágica foi feita!


Segunda foi feriado, mas na terça a equipe de “demolição” chegou depois do almoço e começou o serviço pela sala. Em um dia e meio arrancaram os dois pisos existentes. O carpete de madeira sai facinho, mas os tacos, sólidamente colados com uma mistura de cimento e piche, só saem á poder de marreta e talhadeira gigante. Os vizinhos, como sempre, devem ter adorado. Abri todas as janelas e deixei que 

Depois que o eletricista terminou, chegou a hora de começar a fazer o famoso contrapiso que precisa de algumas horas para secar. É um pouco assustador ver um monte de areia, cimento e água no meio da sala, mas o Luiz (à esquerda) e o Pedro (à direita) são muito cuidadosos. Quando vão embora deixam tudo limpinho e arrumado, como podem ver na foto à direita. O empreiteiro Flávio veio dar uma olhada na obra e conversar comigo. As notícias não são boas: ele disse que o tal “porcelanato” que comprei é um negócio chamado grès; não é porcelanato de verdade.
Começo pela pia que parece mais fácil, mas não é bem assim. Além daquelas comuns, que tem em todo lugar, descubro os mais inusitados formatos: com jeito de tijela redonda, oval,quadrada ou retangular; rasa ou funda. Para prender na parede, para ficar sobre ou sob uma bancada. Tinha até uma enorme, que era a cara da nave do Capitão Kirk.
Finalmente resolvi enfiar o pé na jaca e fazer uma pequena reforma no apartamento onde moro, mas confesso que estou
inhas experiência com reformas, até o momento.
Qualquer opinião contrária à deles é taxada de “invejosa” como eu já disse
A história
Fiquei maravilhada quando ouvi pela primeira vez a palavra “viral” relacionada à campanhas publicitárias feitas na Internet. Achei linda a idéia de relacionar um negócio como o vírus que se reproduz rapidamente e a velocidade da divulgação publicitária.
O que uma descoberta arqueológica tem ver com o Dia das Crianças, pensei comigo mesma quando decidi por esse tema. A inspiração veio de um programa que assisti ontem no 




